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Nosso objetivo não é engrandecer um homem, o Presidente Lula, mas homenagear, como brasileiro que ama esta terra e esta gente, o que este homem tem provado, em pouco tempo, depois de tanto preconceito e perseguição ideológica, do que somos capazes diante de nós mesmos, e do mundo, e que não sabíamos, e não vivíamos isto, por incompetência ou fraude de tudo e todos que nos governaram até aqui. Não engrandecemos um homem, mas o que ele pagou e tem pago, para provar do que somos.

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Centrais sindicais terão candidato único à Presidência

As seis centrais sindicais reconhecidas pelo Ministério do Trabalho aprovaram ontem a realização de uma conferência nacional, em forma de marcha, que ocorrerá em São Paulo no dia 1º de junho, quando será lançado um programa político conjunto. Após a conferência, o documento será direcionado à campanha que mais se aproximar das propostas. A ideia, segundo os líderes, é fechar o apoio ao candidato que será apoiado nas eleições de outubro já em junho. "Vamos dizer, com o programa na mão, qual é o candidato ou candidata que tem condição de implantar esse projeto", afirmou Wagner Gomes, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

Em reunião na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT) ontem, os líderes sindicais decidiram, por unanimidade, discutir nos próximos seis meses as propostas e demandas consensuais, que serão agrupadas em um documento. É a primeira vez que todas as centrais acordam a mesma plataforma programática.

Até o fim de maio, as centrais se comprometeram a promover discussões com secretariado interno e assembleias com trabalhadores para elencar o programa unitário.

Para Francisco Canindé, secretário-geral da União Geral dos Trabalhadores (UGT), a marcha dos trabalhadores que tradicionalmente ocorre em dezembro só se realizará se houver "um cataclisma eleitoral". Este é um ano especial, diz Canindé, "então o principal ato das centrais sindicais neste ano será o do dia 1º de junho, quando definiremos posição". As eleições presidenciais de 2010 servem, segundo os sindicalistas, para aumentar a participação da classe trabalhadora nas discussões do futuro, como o pré-sal, que também foi tema da reunião.

O presidente da CUT, Artur Henrique, destacou que a principal pauta do sindicalismo no ano será a aprovação, por parte do Congresso, do projeto que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Segundo Henrique, as seis centrais estarão juntas em Brasília no dia 2 de fevereiro, quando termina o recesso parlamentar. "Carregaremos a atuação das centrais unidas no primeiro semestre, antes da Copa do Mundo e do período eleitoral", garantiu.

A resolução de unir as seis centrais em torno de um projeto único para influenciar o debate eleitoral, no entanto, foi o principal gatilho. "O 1º de junho será um dia histórico para o país. A ideia de juntar os líderes sindicais, mobilizar o conjunto das centrais, e o fato de que essa discussão será precedida por debates profundos nos sindicatos, é um marco", afirmou Carlos Alberto Pereira, secretário-geral da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB).

O plano de realizar uma conferência com todas as seis centrais - CUT, Força Sindical, CTB, NCST, CGTB e UGT - é inédito não apenas por juntar centrais que nasceram de cisões da CUT, mas, especialmente, por aglutinar CUT e Força Sindical em torno de um mesmo projeto. João Carlos Gonçalves, secretário-geral da Força Sindical, no entanto, reforçou que "cada central é autônoma". "É crucial desenvolvermos uma pauta unificada, mas o documento final precisa pautar todos os partidos, candidatos e candidatas", afirmou.

Mais antiga central sindical do país, a CUT foi criada no início dos anos 80 pelos trabalhadores filiados ao PT e, em sua maioria, membros do sindicato dos metalúrgicos do ABC. Apoiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em todas as campanhas presidenciais desde a redemocratização. Por outro lado, a Força Sindical, originada a partir do "sindicalismo de resultados" de Luiz Antônio de Medeiros, presidente do sindicato dos metalúrgicos de São Paulo, no fim da década de 1980, caminhou próximo ao governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). No segundo turno das eleições de 2006, a Força apoiou o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, enquanto a CUT se colocou ao lado de Lula. Foi apenas a partir do segundo governo Lula, iniciado em 2007, que as centrais passaram a dividir ideias e demandas.

"Essa unidade entre as centrais ocorre mesmo com diferenças ideológicas e é ótimo para todos que estejamos juntos na conferência", afirmou Luís Antônio Feltino, integrante da executiva da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST).Valor Econômico