Nosso objetivo não é engrandecer um homem, o Presidente Lula, mas homenagear, como brasileiro que ama esta terra e esta gente, o que este homem tem provado, em pouco tempo, depois de tanto preconceito e perseguição ideológica, do que somos capazes diante de nós mesmos, e do mundo, e que não sabíamos, e não vivíamos isto, por incompetência ou fraude de tudo e todos que nos governaram até aqui. Não engrandecemos um homem, mas o que ele pagou e tem pago, para provar do que somos.
Ordem da presidente Dilma Rousseff (PT) a ministro é para que todos os auxiliares, sempre que fizerem discursos públicos, citem programas sociais como Mais Médicos, Pronatec, Prouni, Brasil Sem Miséria e Minha Casa, Minha Vida; objetivo é destacar que muitos dos programas mencionados hoje pelos adversários são conquistas da administração do PT e representam "só um começo"; uma grande campanha publicitária sobre o Mais Médicos está sendo preparada; "O principal cabo eleitoral do seu governo é você mesma", disse Lula a Dilma no início do mês
19 DE ABRIL DE 2014 ÀS 08:30
247 - A presidente Dilma Rousseff (PT) determinou aos ministros que adotem a estratégia do reforço na divulgação das marcas do governo. A ordem é para que todos os auxiliares, sempre que fizerem discursos públicos, citem programas sociais como Mais Médicos, Pronatec, Prouni, Brasil Sem Miséria e Minha Casa, Minha Vida. Objetivo é destacar que muitos dos programas mencionados hoje por seus adversários são conquistas da administração do PT e representam "só um começo".
Uma campanha publicitária sobre o Mais Médicos entrará no ar na próxima semana. Para rebater as críticas da oposição de que o governo Dilma investe no "trabalho escravo" de médicos cubanos, a propaganda na TV mostrará como o programa, com cerca de 14 mil novos profissionais, tem mudado a vida dos mais pobres, principalmente no interior. A meta é que, até a Copa do Mundo, o plano dê assistência a 49 milhões de pessoas.
"O principal cabo eleitoral do seu governo é você mesma", disse o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em conversa com Dilma, no início do mês. "Os ministros têm que divulgar as ações do governo, dar respostas mais rápidas e traduzir todos esses números para a vida real. Ninguém sabe o que é PIB. A pessoa quer saber o que pode comprar no supermercado, se a vida melhorou ou não", ressaltou.
Programa, segundo o pré-candidato do PT ao governo de Minas, "beneficia a agricultura familiar, o acesso à educação e também a nossa indústria"; Fernando Pimentel acompanhou a presidente Dilma Roussseff nesta segunda-feira em Contagem, onde aconteceu a cerimônia de entrega de máquinas a municípios mineiros, na formatura de alunos do Pronatec e na assinatura do contrato de concessão do aeroporto de Confins, em Belo Horizonte
7 DE ABRIL DE 2014 ÀS 18:23
Minas 247 - O pré-candidato do PT ao governo de Minas, Fernando Pimentel, afirmou nesta segunda-feira que o programa PAC 2, do governo federal, alia incentivo à indústria com programa social. O ex-ministro do Desenvolvimento acompanhou a presidente Dilma Rousseff em Contagem, onde ela entregou 151 máquinas e equipamentos a municípios mineiros. Pimentel também esteve mais cedo com a presidente na assinatura do contrato de concessão do aeroporto de Confins e na formatura de 1.500 alunos do Pronatec, em Belo Horizonte.
"Essas máquinas vão agilizar a realização de obras de pequeno porte pelas próprias prefeituras. Farão grande diferença na vida de mineiros e mineiras", disse Pimentel. O investimento na aquisição dos 95 caminhões-caçamba e das 56 pás carregadeiras que foram repassadas aos prefeitos mineiros foi de R$ 37 milhões. Com as máquinas, 500 mil pessoas serão beneficiadas, entre elas 80 mil agricultores familiares.
Aliados a outras máquinas já entregues, esses equipamentos facilitarão a recuperação de estradas vicinais, usadas para o escoamento da produção agrícola e como ligação a escolas e hospitais. "O PAC 2 alia o social e o econômico. Beneficia a agricultura familiar, o acesso à educação e também a nossa indústria. Todas as máquinas que os municípios estão recebendo foram fabricadas aqui no Brasil e isso nos dá uma enorme satisfação", afirmou Pimentel, durante a cerimônia.
A entrega dos equipamentos é uma parceria entre os ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que estabeleceu as margens de preferência para a compra de equipamentos nacionais, e do Desenvolvimento Agrário, responsável pela Agricultura Familiar.
Mais de 2 mil equipamentos já foram entregues a prefeituras mineiras e outros 644 serão repassados ainda neste semestre. O pacote inclui cinco máquinas: retroescavadeira, motoniveladora, pá carregadeira, caminhão-pipa e caminhão-caçamba. Com a entrega de hoje, esse pacote chegou a todos os municípios de Minas.
Sobre a importância de programas como o Pronatec, Pimentel observou que a qualificação pode "significar um salto substancial de renda e um futuro melhor" para milhares de mineiros. Minas é o segundo estado mais beneficiado pelo programa: são mais de 653 mil matriculados.
"Exemplo do que a qualificação profissional pode representar é um brasileiro que teve apenas dois diplomas na vida: o de torneiro mecânico, em curso oferecido pelo Senai, e o de presidente da República. Falo, claro, do ex-presidente Lula", analisou.
Sobre Confins, o pré-candidato do PT disse que os R$ 3,5 bilhões a serem investidos no aeroporto pelo novo administrador, o consórcio AeroBrasil, resultarão na criação de mais empregos na região e terão impacto positivo na economia estadual.
Estudo do Ipea mostra que, embora proporção de negros em atividades públicas seja alto, continua havendo desigualdade no acesso a funções com salários elevados e na ocupação de melhores colocações; cotas raciais para servidores já existem em quatro estados e 46 municípios desde 2002, com sucesso na maioria; diretriz do governo é uma necessidade, pois vai ao encontro de percentuais muito destoantes entre negros e brancos no mercado de trabalho brasileiro nas últimas décadas
31 DE DEZEMBRO DE 2013 ÀS 09:19
Hylda Cavalcanti, da RBA - Brasília – O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) está concluindo um estudo sobre cotas raciais para o serviço público que, apesar do debate eterno sobre ações afirmativas, já apresenta em seus resultados dados que desconstroem vários argumentos apresentados nos últimos meses, especialmente depois que o governo federal apresentou ao Congresso projeto de lei para reservar 20% das vagas em concursos para negros que tenham estudado na rede pública.
Primeiro, a análise mostra que as cotas raciais para servidores já existem em quatro estados e 46 municípios desde 2002, com sucesso na maioria das vezes. Em segundo lugar, que a diretriz do governo é uma necessidade, pois vai ao encontro de percentuais muito destoantes entre negros e brancos no mercado de trabalho brasileiro nas últimas décadas.
Por último, aponta que tais sistemas não têm sido vinculados a nenhum programa de renda e só têm direito às cotas os negros aprovados em todas as colocações e que demonstrarem aptidão para o cargo pleiteado. Os dados desta pesquisa, prevista para ser divulgada até março de 2014, servirão para nortear o governo na implementação da política de cotas raciais nos concursos públicos de todo o Executivo.
Mas já são suficientes para traçar uma espécie de mapeamento e comprovar que muitos discursos sobre populismo ou atitude de cunho eleitoreiro em relação à iniciativa estão errados. "Não é por ser negro que alguém vai ter direito a uma vaga como servidor público", afirmou a pesquisadora Tatiana Silva, uma das coordenadoras do trabalho. Tatiana explicou que apesar do argumento – bastante apresentado pelos que se posicionam contrários às cotas – de que 45% da população negra já está no serviço público ser correto, esse percentual mostra uma grande desigualdade na função exercida por estas pessoas.
"Temos negros juízes, faxineiros ou dentistas, não importa. A maior parte destes profissionais no Brasil sempre é formada por brancos e as melhores colocações são ocupadas por brancos. Não é o número em si de pessoas no serviço público que nos chama a atenção, mas a desproporcionalidade dessas pessoas em relação ao número de brancos e também na taxa de ocupação das melhores funções", enfatizou ela.
Ações interligadas
Algumas das tabelas deste trabalho, às quais a RBA teve acesso, constatam que, hoje, de cada 100 pessoas que pertencem à população economicamente ativa do país, 29% são homens negros e 21,6% são mulheres negras. Os trabalhadores negros ocupam até um percentual maior do que o de brancos nessa faixa (de 26%) – enquanto as mulheres brancas representam 22,2%, mas, quando se leva em consideração o número de desempregos ao ano, é bem maior entre pessoas negras.
Da mesma forma, destoa bastante a quantidade de negros e brancos que concluíram o ensino fundamental, médio ou superior, motivo pelo qual, para que um programa de ação afirmativa seja completo no Brasil, é necessário sistema de cotas também no mercado de trabalho.
"Apesar de políticas de ação afirmativa objetivarem corrigir desigualdades estabelecendo tratamento diferenciado para grupos desfavorecidos por período temporário e existir já um trabalho emblemático por parte de programas desenvolvidos por instituições públicas de ensino, é importante e necessário observar o mundo do trabalho e a inter-relação entre os dois campos – trabalho e educação. As iniciativas serão sempre insuficientes se não forem consideradas de forma interligada", destaca o relatório inicial com os dados apurados.
O estudo informa, ainda, que parte da desigualdade no mundo do trabalho no país – que, por sua vez, determina em boa medida a desigualdade na renda – é derivada da base educacional precária acessada pelos mais pobres e, em sua maioria, negros, embora isto não signifique que as diferenças no mercado de trabalho não tenham relação direta com a discriminação racial.
A apuração revela que foi nas regiões Sul e Sudeste que a legislação das cotas para servidores públicos teve maior propagação. No Sul, são dois estados (RS e PR) e 19 municípios (1 em SC, 9 no PR e 9 no RS). No Sudeste, apenas um estado (RJ) e 24 municípios (3 no RJ, 1 no ES, 13 em SP, 7 em MG). O Centro-Oeste tem apenas um estado (MS) e um município no MT. Por sua vez, no Nordeste apenas dois municípios possuíram legislação nesse sentido.
Alerta e acompanhamento
Os responsáveis pela pesquisa também adiantam que, na maior parte destes procedimentos, não foram verificados instrumentos consolidados de acompanhamento e avaliação do sistema de cotas, o que é necessário para medir a eficácia da ação. "A evolução da participação da população negra na administração pública deve considerar a distribuição dos cargos por carreira, nível de escolaridade, faixas de remuneração, lotação, distribuição regional e hierarquia", acentuam, no trabalho.
Desde já, os técnicos envolvidos com a pesquisa alertam para a realização de algumas reflexões sobre o tema, como o fato de, além de haver acompanhamento insuficiente dos resultados com a ação afirmativa, nas áreas administrativas, responsáveis pela implementação dessas políticas, ter sido verificado um cumprimento burocrático da legislação, ainda que não seja necessariamente de aceitação geral da equipe envolvida. "A falta de envolvimento da área administrativa com a temática, aliada à ausência de cobrança do movimento social e das áreas de igualdade racial, contribui para a limitada oferta de dados sistematizados", afirmou Tatiana Silva, ao acentuar que este tipo de problema pode vir a dificultar o controle social e a avaliação da iniciativa.
Projetos e contrapontos
Na Câmara dos Deputados foi aprovada recentemente pela Comissão de Constituição e Justiça o PL que reserva 20% das vagas oferecidas em concursos públicos do Executivo para afrodescendentes. Já no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), pesquisa realizada nos 91 tribunais brasileiros que traça uma espécie de radiografia de todos os servidores ajudará o órgão a estudar a possibilidade de regra semelhante no Judiciário, para negros e descendentes de indígenas.
"Permitir cotas para os negros terem melhor acesso à educação, nas escolas públicas e universidades, é algo válido e significativo para o país, mas não sei se isso vai funcionar da mesma forma em relação a concursos públicos", afirmou o sociólogo Paulo Fontana, professor de cursinhos para concursos e analista legislativo do Senado – que tem posição oposta à dos pesquisadores do Ipea e também está elaborando um estudo sobre o tema.
Fontana acredita que, nos concursos, há número menor de vagas em disputa, a maioria das pessoas que costumam submeter-se aos testes já fizeram curso superior e a questão seria "mais de conhecimento e preparo dos candidatos". Segundo ele, essa não seria "a forma mais correta de garantir aos afrodescendentes mais espaço no Executivo, porque o concurso é uma questão de mérito pessoal de cada um."
Presidente Dilma Rousseff, que celebrou o Natal hoje com catadores e moradores de rua no Centro de Exposições do Anhembi, em São Paulo, ressaltou que "é impressionante" o que a categoria conquistou até aqui; "Hoje, nós reconhecemos as demandas de todas as parcelas da população", disse; acompanhada de ministros, senadores e deputados, Dilma recebeu reivindicações da classe, assistiu desfile de moda reciclada e assinou decreto que institui o Programa Nacional de Apoio ao Associativismo e Cooperativismo Social; tradição da presença do presidente da República na cerimônia foi iniciada pelo ex-presidente Lula em seu primeiro ano de governo
19 DE DEZEMBRO DE 2013 ÀS 11:03
247 – Seguindo a tradição iniciada pelo ex-presidente Lula em seu primeiro ano de governo, 2003, seguindo até o último, 2010, a presidente Dilma Rousseff participou nesta quinta-feira 19 da celebração de Natal dos catadores e moradores de rua no Centro de Exposições Anhembi, em São Paulo. O encontro do presidente da República com os personagens mais pobres da cena urbana virou marca registrada das gestões do PT, fortalecida com a adesão de Dilma.
“A origem do meu governo está nas lutas sociais”, discursou a presidente, ao lado dos ministros Gilberto Carvalho, Tereza Campello, Alexandre Padilha e Aloizio Mercadante, além do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) e do deputado Paulo Maluf (PP-SP), que foi vaiado. A presidente ressaltou que "é impressionante" o que a categoria conquistou até aqui, com a formação de catadores e a inclusão da tecnologia, e lembrou que "hoje, nós reconhecemos as demandas de todas as parcelas da população".
Mais cedo, pelo Twitter, ela falou sobre a tradição do evento e a participação anual do presidente da República, iniciada por Lula. "O presidente Lula iniciou uma tradição, que eu mantenho, de celebrar o Natal com os catadores e moradores de rua. É uma oportunidade para lembrar que o nosso governo tem compromisso com todos os brasileiros e brasileiras. Esse Natal com os catadores e os moradores de rua é sempre emocionante. Hoje estarei em São Paulo para mais uma dessas celebrações", escreveu.
Dilma Rousseff ressaltou também o fato de que o local da feira Expocatadores, que também acontece no Anhembi, é um "espaço privilegiado para exposições internacionais". "Visitarei a Expocatadores. Imagine vocês, uma feira de catadores em pleno Anhembi, espaço privilegiado para exposições internacionais", disse.
"A cerimônia reafirma que o Estado brasileiro trabalha para todos, criando condições para que todos tenham direito a oportunidades", afirmou Dilma, lembrando que "hoje, todos os moradores de rua têm direito ao Bolsa Família e acesso aos Centro POP – Centros de assistência social para a população de rua". A presidente também participa do Prêmio Cidade Pró-Catador, de boas práticas de inclusão dos catadores.
A presença do presidente da República no encontro de Natal dos catadores e moradores de rua de São Paulo foi iniciada por Lula no dia 24 de dezembro de 2003 e cumprida até o último ano da gestão do ex-presidente, período em que foi convidado de honra de todas as cerimônias anuais. Desde que deixou o poder, a presença passou a ser marcada por Dilma Rousseff. O antecessor, no entanto, sempre manteve reuniões com a categoria.
DESEMPREGO CAI PARA 4,6%, MENOR ÍNDICE DA HISTÓRIA
Taxa registrada em novembro é a menor da série histórica do IBGE, iniciada em 2002; índice, que ficou abaixo dos 5,2% registrados em outubro, havia sido alcançado em dezembro de 2012; regime de pleno emprego é uma das bandeiras de reeleição da presidente Dilma Rousseff; ano pré-eleitoral da petista também tem melhor desempenho do que o de seus dois antecessores, Lula e FHC, neste quesito
19 DE DEZEMBRO DE 2013 ÀS 10:18
247 – Uma das principais bandeiras da presidente Dilma Rousseff em sua campanha de reeleição em 2014, o índice de desemprego bateu novo recorde em novembro de 2013. A taxa caiu para 4,6%, atingindo o menor percentual da série história do IBGE, iniciada em 2002, segundo dados divulgados nesta quinta-feira 19.
O tema é frequentemente ressaltado nos discursos da presidente como uma vitória do governo. "O Brasil tem hoje uma das menores taxas de desemprego do mundo", diz Dilma, em suas viagens pelo País. Em abril deste ano, no Rio Grande do Sul, ela chegou a responder sugestões de analistas econômicos que pregavam o desaquecimento do mercado de trabalho.
"Tem muita gente que fica dizendo por aí que nós temos que reduzir o emprego. 'Ah, tem de desempregar'. Tem muita gente falando isso, muita também não é, é pouca, mas faz barulho. Essa gente está equivocada", afirmou Dilma Rousseff, na ocasião. O ano pré-eleitoral da presidente é também melhor do que os de Lula e FHC neste quesito (confira aqui).
Abaixo, reportagem da Agência Brasil:
Taxa de desemprego cai e fecha novembro em 4,6%
Vitor Abdala Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – A taxa de desemprego no país fechou o mês de novembro em 4,6%. O dado foi divulgado hoje (19) na Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa é a menor taxa desde dezembro de 2012, que também havia sido de 4,6%. O índice é inferior ao registrado em novembro de 2012. Em outubro deste ano, a taxa havia sido de 5,2%.
"Essa redução da desocupação vem em decorrência do aumento da inatividade. Não houve aumento do número de postos de trabalho. Parte dessa população pode ser de gente que já acertou emprego para dezembro, mas ainda não está atividade. Outra porção pode ser em decorrência de desalento [acha que não vai conseguir trabalho]", disse o gerente de Trabalho e Renda do IBGE, Cimar Azeredo.
O contingente de pessoas desempregadas (1,1 milhão) caiu 10,9% em relação a outubro, mas manteve-se estável na comparação com novembro de 2012. Já o contingente de empregados (23,3 milhões de pessoas) manteve-se estável em ambas comparações.
O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (11,8 milhões) ficou estável em relação a outubro deste ano, mas cresceu 3,1% na comparação com novembro do ano passado.
Entre as categorias profissionais, todas mantiveram praticamente o mesmo número de postos de trabalho de outubro. Na comparação com novembro do ano passado, o comportamento foi semelhante para a maioria das categorias, com exceção da indústria, que teve queda de 3,9% (menos 145 mil postos de trabalho), e dos serviços domésticos, com redução de 12,2% (menos 186 mil postos).
Pesquisa coordenada pelo Ministério de Minas e Energia mostra que 81% das famílias que receberam a energia do programa compraram aparelhos de televisão; 78% adquiriram geladeiras; e 62% compraram aparelhos telefônicos e celulares; a maioria (93%) disse que a qualidade de vida melhorou com a chegada da iniciativa
19 DE DEZEMBRO DE 2013 ÀS 09:42
Sabrina Craide Repórter da Agência Brasil
Brasília - Uma pesquisa coordenada pelo Ministério de Minas e Energia mostra que 81% das famílias que receberam a energia do Programa Luz para Todos compraram aparelhos de televisão; 78% adquiriram geladeiras; e 62% compraram aparelhos telefônicos e celulares. A maioria das pessoas (93%) disse que a qualidade de vida melhorou com a chegada do programa.
Os números foram apresentados hoje (18) pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, durante a comemoração dos dez anos do Luz para Todos. A pesquisa foi feita de julho a setembro deste ano com cerca de 3 mil beneficiários do programa.
Até este ano, foram atendidas mais de 3 milhões de famílias o que corresponde a cerca de 15 milhões de pessoas, especialmente indígenas, quilombolas, lavradores, assentados da reforma agrária, moradores do campo e da floresta. Segundo o Ministério de Minas e Energia, o programa já criou mais de 460 mil postos de trabalhos diretos e indiretos.
O Luz para Todos foi lançado em 2003, com a meta inicial de fornecer energia para 10 milhões de pessoas de áreas rurais e isoladas em cinco anos. Desde então, a meta foi sendo revista e o programa foi sendo prorrogado.
O produtor de cupuaçu, de uma comunidade da área rural de Manaus, João Carlos Soares Freires é um dos beneficiados pelo programa. Ele disse que, desde 2004, quando a luz elétrica chegou à sua comunidade, localizada às margens do Rio Negro, cerca de 300 famílias se uniram em uma cooperativa para formar uma agroindústria a fim de produzir polpas de frutas. "Não seria viável instalar uma agroindústria naquela região sem a energia elétrica, nem se chegaria a sonhar com essa possibilidade", declarou.
O cacique Aruã, da Aldeia Pataxó, do município de Coroa Vermelha, na Bahia, também relatou que a vida da comunidade mudou depois que o Luz para Todos foi implantado, em 2005. "A qualidade de vida dos índios melhorou, pudemos adquirir produtos como geladeira, televisão e trazer oportunidade de geração de renda", disse. Segundo ele, a energia ajudou a desenvolver o artesanato indígena e também o beneficiamento de frutas.
Até fim do próximo ano, a meta do governo é atender mais 280 mil famílias, principalmente em áreas isoladas da Amazônia, locais de difícil acesso no Norte e Nordeste, contemplados pelo plano Brasil sem Miséria e no Programa Territórios da Cidadania ou estabelecidos em antigos quilombos, áreas indígenas ou assentamentos de reforma agrária. "Falta muito pouco para o que o Brasil possa orgulhar-se de ter atingido a plenitude do atendimento de sua população com o serviço de eletricidade, que hoje chega a 99% da população", disse Lobão.
Em participação no 5º Congresso Nacional do PT, presidente Dilma Rousseff disse que o Brasil superou os limites e impossibilidades do passado; "Diziam que seria impossível ao governo do PT ter responsabilidade com as contas públicas e com o controle da inflação. Mas nós mostramos que é perfeitamente possível combinar responsabilidade social com responsabilidade fiscal e econômica. Demonstramos, na realidade, que uma não faz sentido sem a outra", afirmou; a presidente também citou como conquistas do governo petista o Mais Médicos: "A população entendeu o significado do programa e que havia uma visão elitista à respeito da chegada de médicos estrangeiros"
13 DE DEZEMBRO DE 2013 ÀS 06:55
Paulo Victor Chagas Repórter da Agência Brasil Brasília - A presidenta Dilma Rousseff participou na noite de ontem do 5º Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT). Falando enquanto membro do partido, a presidenta enumerou as conquistas dos governos petistas e os cinco pactos criados por ela após as manifestações de junho deste ano.
Segundo a presidenta, o Brasil de hoje é diferente porque conseguiu mudar a situação econômica do país juntamente com a redução da desigualdade do país e do desemprego. “Ficou para trás a antiga separação entre desenvolvimento econômico e social o PT enterrou essa separação”, disse.
“Diziam que seria impossível ao governo do PT ter responsabilidade com as contas públicas e com o controle da inflação. Mas nós mostramos que é perfeitamente possível combinar responsabilidade social com responsabilidade fiscal e econômica. Demonstramos, na realidade, que uma não faz sentido sem a outra”, acrescentou.
Além de destacar os pactos criados depois que milhares de pessoas foram às ruas em junho, da responsabilidade fiscal, da reforma política, da educação, da saúde e da mobilidade urbana, a presidenta disse que o Brasil superou os limites e impossibilidades do passado.
“Hoje somos um país que pode, que dá certo, sem complexos, altivo, admirado, que fala de igual para igual com todos os outros países, pequenos ou grandes, pobres ou ricos”, declarou.
No evento, estiveram presentes os membros da Comissão Executiva Nacional do partido, eleita e empossada ontem (11) em Brasília, e presidida por Rui Falcão. Participam do congresso 600 delegados de 26 estados e do Distrito Federal, além dos membros do Diretório Nacional e os presidentes estaduais do partido eleitos neste ano.
Mais Médicos
A presidente Dilma Rousseff também citou como conquistas do governo petista o Programa Mais Médicos. "A população entendeu o significado do Mais Médicos", comemorou. Segundo ela, a população percebeu que havia uma "visão elitista" à respeito da chegada de médicos estrangeiros.
Após passar por avaliação e por um período de ambientação nos estados onde vão trabalhar, 2,1 mil profissionais com diploma estrangeiro do Programa Mais Médicos iniciam o atendimento em unidades básicas de Saúde
4 DE NOVEMBRO DE 2013 ÀS 07:24
Yara Aquino Repórter da Agência Brasil
Brasília – Após passar por avaliação e por um período de ambientação nos estados onde vão trabalhar, 2,1 mil profissionais com diploma estrangeiro do Programa Mais Médicos iniciam hoje (4) o atendimento em unidades básicas de Saúde. Esse grupo foi avaliado durante três semanas por professores de universidades federais e teve testados os conhecimentos em língua portuguesa e nos protocolos de atenção básica do Sistema Único de Saúde.
Os profissionais que começam a atuar hoje se juntam aos 1,5 mil médicos da primeira etapa do programa que estão trabalhando em regiões carentes, segundo balanço do Ministério da Saúde.
Esses profissionais da segunda etapa do Mais Médicos tiveram os registros emitidos pelo Ministério da Saúde, conforme previsto em medida provisória aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pela presidenta Dilma Rousseff. Inicialmente, essa atribuição era do Conselho Federal de Medicina mas, após polêmica e demora na concessão dos registros, a atribuição foi transferida do órgão de classe, que ficará com a função de fiscalizar o trabalho dos estrangeiros.
“A concessão do registro único pelo Ministério da Saúde evitou a polêmica da concessão e tem permitido que os profissionais, assim que concluem o curso e estejam aptos, possam começar a atender a população brasileira de modo que não tenhamos problemas de continuidade no Mais Médicos”, disse o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, do Ministério da Saúde, Mozart Sales, em entrevista ao programa Brasil em Pauta, da EBC Serviços, na última sexta-feira (1°).
A partir de hoje, também começam a desembarcar no Brasil mais 3 mil cubanos que vão participar do Mais Médicos. O primeiro grupo, de 2,6 mil médicos, chega até o dia 10 de novembro nas capitais, onde vai cursar o módulo de avaliação do programa. Outros 400 chegam na semana seguinte. A previsão é que eles comecem a atuar nos municípios em dezembro. Os cubanos participam do programa por meio de cooperação firmada entre o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana de Saúde em agosto de 2013.
Lançado em 8 de julho, o Mais Médicos amplia o número de médicos nas regiões carentes do país. Os profissionais recebem bolsa de R$ 10 mil por mês. Os municípios são responsáveis por garantir alimentação e moradia aos profissionais. Os brasileiros têm prioridade no preenchimento das vagas e as remanescentes são oferecidas aos estrangeiros. De acordo com o secretário Mozart Sales, a partir de dezembro serão reabertas as inscrições para profissionais brasileiros. A estimativa do Ministério da Saúde é que o Programa Mais Médicos chegue ao final de 2013 com mais de 6,6 mil profissionais.
Todos os governantes terão que oferecer Mais Médicos, Mais Professores, Mais Casas, Mais Empregos, Mais PAC etc. A pauta da justiça social encalacrou os políticos – espero que para sempre
Que bons augúrios nos trazem os ventos, os pássaros e os dias que virão?
Os pássaros, com sua insistência de abnegados mensageiros, vêm cantar todas as manhãs à nossa janela.
Porém, quase sempre, não lhes damos a devida atenção; sequer lhes percebemos a presença.
Alheios a nossa indiferença, insensibilidade, “rabugice” ou mera distração, os pássaros inexorável e simplesmente cantam. E voam para além de onde a nossa vista alcança.
De uns tempos para cá dei para prestar mais atenção ao canto dos sabiás, sanhaços, bem-te-vis, canários e até maritacas, com seu alegre alarido. É tocante, pungente o canto dos pássaros.
Li, recentemente, não lembro ao certo onde, não sem certa incredulidade inicialmente, que os paulistanos andavam “incomodados” – sim, incomodados! – com o canto do sabiá laranjeira, que entra na muda (ou no cio) a partir do mês de agosto e então canta até se esgoelar à tardezinha e madrugada adentro.
Fala-se muito do conservadorismo mal-humorado [na moral e na política] do paulista em geral. Pura intriga e bairrismo, decerto.
Afinal, como pode um povo incomodar-se com o canto dos pássaros?
Como poderia, por outro lado, um povo incomodar-se tampouco com a leve brisa, alvissareira e acolhedora, que faz tilintar suavemente os sinos chineses da felicidade dependurados à nossa porta?
Pensei nessa metáfora do canto dos pássaros, e da leve brisa que bafeja o nosso cotidiano, ao vislumbrar o futuro benfazejo que se descortina para o Brasil nos próximos anos. Não nos faltam bons augúrios. Não nos faltam notícias alvissareiras.
Alvíssaras!
O país experimenta um antes inimaginável momento de pleno emprego. A exploração do pré-sal irá gerar mais riqueza para o país e renda para o seu povo; mais recursos para a educação e para a saúde; mas recursos para investimentos em mobilidade urbana e serviços públicos.
Só no reservatório de Libra estima-se de 8 a 12 bilhões de barris recuperáveis – considerando-se a média, 10 bilhões de barris, com o barril a US$100,00, são, grosso modo, cerca de USS 1 trilhão de dólares. Não há cálculo econométrico capaz de demonstrar em números o efeito multiplicador que a exploração dessa riqueza causará na qualidade de vida do povo brasileiro no médio e longo prazo. No PIB, provavelmente já em 2014/2015 poderemos constatar essas consequências.
Na sequência, será explorado outro gigantesco reservatório, batizado de Pau-Brasil, tão monumental quanto Libra.
O PIB deverá prosseguir crescendo modesta, mas firmemente, a cerca de 3,0% ou 3,5%. A inflação está sobcontrole, dentro da meta. Vivemos o pleno emprego, com os rendimentos do trabalho crescendo marginal e progressivamente.
Os programas sociais seguem amparando e incluindo os desassistidos. A pobreza diminui a olhos vistos e os indicadores sociais melhoram de modo consistente – a última PNAD demonstra isso de modo inequívoco. Aconselho também uma “passada de olhos” nos relatórios, artigos e ensaios dos técnicos do Ipea a esse respeito.
Porém, a despeito dessas melhoras substanciais, ainda vivemos sérios problemas na área da Segurança e Saúde Pública, com o recrudescimento da violência urbana, a chaga do crack e o aumento preocupante do crime organizado, mancomunado, algumas vezes, com agentes públicos e até políticos.
A corrupção é outro ponto nevrálgico que está sendo exemplarmente combatido pela PF e pelo MP. Porém esse tema merece um debate específico, posto que suga/parasita a riqueza pública, enfraquecendo e atravancando o nosso desenvolvimento.
A Saúde enfrenta problemas estruturais que vão muito além do Mais Médicos.
Espera-se que os recursos do pré-sal compensem os graves problemas causados pela má gestão e desvios dos recursos públicos destinados à Saúde nos Estados e municípios, e pela extinção da mal afamada e sepultada CPMF, que era importante fonte de recursos para essa área, além de ajudar na fiscalização e tributação de ativos financeiros.
Com esse cenário auspicioso e alvissareiro, o país tem tudo para decolar rumo a um desenvolvimento sustentável.
Some-se a esses fatores o fato de que os governantes, e homens públicos em geral, agora competem entre si, notadamente para fins eleitorais, amarrados que estão pela chamada “agenda social”, que é pautada pelos sindicatos e movimentos sociais, e implementada e sacramentada por gestões e governos de partidos de esquerda (PT, PCdoB, PSB e PSOL, notadamente).
Todos os governantes terão que oferecer Mais Médicos, Mais Professores, Mais Casas, Mais Empregos, Mais PAC etc. A pauta da justiça social encalacrou os políticos – espero que para sempre.
Ou seja, dificilmente a direita, ou mesmo a centro-direita, conseguirá se apropriar desse espólio, dessa herança bendita. Sob risco de retrocesso. Sob o risco de ruína.
Considerando-se que a excelentíssima Dilma Rousseff ainda conta com o melhor cabo eleitoral do mundo; levando-se em conta ainda que o Partido do Trabalhadores e os demais partidos de esquerda têm maior inserção, militância e representatividade na sociedade, dificilmente vão conseguir lhe tirar o direito de completar a sua obra num segundo mandato. Dificilmente.
Ou será que a dupla Marina-Campos conseguirá tomar o leme e mudar o rumo desse barco?
No livro "Estratificação Socioeconômica e Consumo no Brasil", dos professores Wagner A. Kamakura (Rice University) e José Afonso Mazzon (FEA-USP), os brasileiros são divididos da classe 1, os muito ricos, à 7, aqueles "pobres" ou "muito pobres"; novo modelo passará a ser usado pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP) como novo "Critério Brasil" a partir de 2014
16 DE AGOSTO DE 2013 ÀS 16:03
247 - No livro "Estratificação Socioeconômica e Consumo no Brasil", lançado ontem na livraria da Vila do Shopping JK, em São Paulo, autoria dos professores Wagner A. Kamakura (Rice University) e José Afonso Mazzon (FEA-USP), os brasileiros são classificados em sete classes sociais, que vão desde a 1, os muito ricos, à 7, aqueles "pobres" ou "muito pobres".
A obra será usada para fins de segmentação de mercado e audiência e foi feita em estreita colaboração com a Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP), que passará a utilizar o modelo como novo "Critério Brasil" a partir de 1° de janeiro de 2014.
Dentre as principais diferenças do modelo de Kamakura e Mazzon para o critério utilizado atualmente estão a interferência na de vários fatores no fator renda. Entre eles, saber se é renda permanente ou não, a informações sobre a composição familiar, o porte dos municípios e da região onde estão localizados que servirão de parâmetros para a segmentação e comparação entre os padrões de consumo dos brasileiros.
O novo "Critério Brasil" leva em conta os dados dos 62 mil domicílios avaliados pela Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE em todo o País.
O indicador atual cobre apenas nove grandes regiões metropolitanas (Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Distrito Federal, Salvador, Recife e Fortaleza), utilizando a mesma amostragem do levantamento socioeconômico do Ibope, que agrega 11 mil domicílios.
A nova proposta aumenta o número de brasileiros no grupo considerado pobre e extremamente pobre, parcela da população chamada atualmente de classe E. Há um salto de 13,94 milhões de brasileiros (7,3%) para 29,6 milhões (15,5%) enquanto a atual classe D recua de 62,6 milhões de pessoas (32,9%) para 42,9 milhões (22,5%).
O critério da Abep já é usado por empresas e agências de publicidade para formular suas estratégias.
Para desenvolver o novo modelo, os autores propõem o conceito de "renda permanente", que seria mais importante do que a "renda corrente" — que é flutuante. Isso porque a população tenta manter o mesmo padrão de consumo ao longo do tempo, mesmo que temporariamente sofra mudança drástica na renda corrente.
Neste cenário, passa a utilizar a poupança, créditos ou outros investimentos para manter o mesmo padrão. Na atual classificação, utilizada pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), o critério é o da "renda corrente".
Outra mudança é a diferenciação das classes sociais no território brasileiro. É ajustado pela composição familiar e pela geografia (região geográfica e localização do domicílio).
"Este sistema é inovador. Nenhum critério oficial de classificação socioeconômica no mundo utiliza região e local de residência e nem faz a correção por composição familiar. Uma família com renda de R$ 2.000 em São Paulo terá grandes desafios para se sustentar, enquanto este valor no interior da Amazônia já dá certo conforto", afirmou Mazzon, ao jornal O Globo.
Ao todo, são consideradas 35 variáveis: de natureza geográfica, demográfica, cultural, além da aquisição de bens, itens e acesso a serviços essenciais de conforto doméstico e da rede pública. Os dados da Pesquisa Orçamento Familiar (POF) também foram utilizados no projeto.
No modelo atual, há uma grande dispersão quando o quesito analisado dentro da mesma classe social é a renda.
No topo da pirâmide brasileira (A1), cuja renda média é de R$ 12 mil, há famílias com renda total de R$ 9.000 ao mês até quem recebe mais de R$ 1 milhão.
Quando um pesquisador pergunta a renda, é apenas para fins estatísticos. Na realidade, governos, empresas e outras instituições levam muito mais em consideração a quantidade de bens, grau de instrução e acesso a serviços para classificar um indivíduo em determinado estrato social.
"Não tem muita saída quando se analisa do ponto de vista de renda. Estas distorções vão ocorrer. É por isso que a nova classe média, por exemplo, está classificada como classe média, mas sua renda efetiva é muito baixa", analisa Fernando de Holanda Barbosa Filho, professor de economia da Fundação Getulio Vargas (FGV)
Mais importante que criticar o PIB brasileiro é entender os reais avanços sociais ocorridos nos últimos anos no país
A oposição e seus atores, inimigos do Brasil de plantão, insistem em preferir chamar de pibinho o PIB brasileiro no lugar de reconhecer os avanços do país em termos econômicos e sociais durante os governos do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma. Preferem pregar o caos e incentivar a inflação, repetindo a cada dia que ela não está dentro da meta.
Comparam o Brasil com os EUA, com a França, com a Inglaterra, no lugar de fazerem paralelos com os países do Brics, o que daria à população uma real dimensão do papel que estes países desempenham favoravelmente na crise econômica mundial dos últimos anos.
Se esquecem também de dizer que o aumento da renda na base da pirâmide,na verdade, para bons entendedores, relativiza o fraco desempenho do PIB. O economista Marcelo Neri, presidente do Ipea- Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, disse há alguns dias que "o Brasil está hoje no menor nível de desigualdade da história documentada".
Na avaliação do instituto, os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios- Pnad de 2012, indicam uma grande diminuição da desigualdade e uma redução da pobreza. Entre 2001 e 2011, houve um crescimento real de 91,2% na renda dos 10% mais pobres. No caso dos 10% mais ricos, o aumento foi de 16,6%.
Os inimigos do Brasil de plantão querem criticar por criticar. Ignoram avaliações e opiniões contrárias sobre a importância das medidas como um todo tomadas pelo governo brasileiro.O cientista João Bosco Monte, pós-doutor em Relações Internacionais afirmou, por exemplo, em artigo recente que "quando a onda da crise ameaçava as "nações fortes", foram os Brics que salvaram a economia"
Números sobre o desenvolvimento dos cinco países que formam os Brics - Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul - tem demonstrado sua importância na economia global. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico-OCDE estes países foram responsáveis por 55% do crescimento global nos últimos três anos, e seu crescimento médio, em 2012, foi de até 4%, contrastando com 0.7% de outras economias.
A OCDE, com sede em Paris, é uma organização internacional fundada em 1961, que sucedeu a Organização para a Cooperação Econômica Europeia, criada em 1948. É um órgão internacional e intergovernamental que reúne os países mais industrializados e também alguns emergentes como México, Chile e Turquia.
Diferentemente do que acontecia num passado recente, pela primeira vez os mercados emergentes estão liderando os mais maduros, e dessa forma ajudam as economias ocidentais a sair da recessão.
Por outro lado, o fato de que estes Estados são membros ativos das principais organizações internacionais como a Organização das Nações Unidas, o G20 e o Grupo dos 77 (coligação de países na ONU), bem como as associações regionais, sugere que, além dos interesses econômicos, os objetivos da aproximação Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul incluem uma cooperação política mais estreita.
Medidas concretas neste sentido foram aprovadas durante a 5ª Cúpula dos Chefes de Estado dos Brics realizada em março deste ano, em Durban, África do Sul: a criação do Banco de Investimento dos Brics e a instalação do Conselho Empresarial dos Brics. As duas iniciativas são sementes de um futurobloco econômico, o que seria extremamente positivo para a economia dos emergentes.
Além de crescer,os Brics afirmam seu potencial para servir como elo entre o mundo em desenvolvimento e o mundo desenvolvido, diminuindo a distância entre eles, e contribuindo para a estabilidade macroeconômica.
Segundo um outro estudo da OCDE deste ano, o Economic Outlook, no início da década de 2030, o Produto Interno Bruto (PIB) combinado do Brasil, Rússia, Índia, Indonésia, China e África do Sul deverá se igualar ao PIB conjunto das atuais economias que compõem a organização. Atualmente, o PIB do Brics corresponde a apenas metade do produto dos países da OCDE.
Levando em consideração os principais ingredientes para um país se tornar uma potência econômica, o Brasil ganha ou empata com os outros Brics em todos os quesitos.
A vantagem do Brasil a longo prazo é que os outros Brics sofrem de problemas estruturais já enfrentados por nós anteriormente. A China vem passando por uma grande reforma econômica e deverá fazer importantes mudanças políticas nos próximos ano mas é incerto se uma autocracia feudal de fraca tradição democrática conseguirá instituir uma democracia constitucional.
O Brasil, ao contrário, tem experiência democrática e instituições jurídicas bem definidas e sólidas operando em ambiente estável.Em termos de inclusão social e educação, apesar de existir ainda um longo caminho a ser percorrido, perdemos apenas para a Rússia.
No Mercado Financeiro o Brasil tem procedimentos de primeiro mundo ao contrário dos demais países do Brics, segundo administradores de fundos de investimento.
Não tem, portanto, nenhum sentido continuarmos a alimentar o que costumo chamar de complexo de vira-latas.Temos que nos enxergar melhor e nos vender melhor. A imagem negativa chega à imprensa internacional justamente porque o Brasil começa a combater vários problemas, inclusive de corrupção, cujos índices não são sequer comparáveis aos dos outros paises do Brics.
Entre aqueles da oposição que não aceitam o fato do Brasil estar crescendo com mais igualdade social existem ainda os machistas de direita que não aceitam o fato de que uma mulher possa estar no comando de um pais cada vez mais respeitado mundialmente como Nação rica e soberana.
O importante, no entanto, é que o Brasil, em síntese, é o Bric com maior potencial de crescimento e em muitos aspectos representa menores riscos ao investidor.Vamos valorizar esse fato e a importância dos Brics para o avanço mundial, no lugar de apenas agourar.