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Nosso objetivo não é engrandecer um homem, o Presidente Lula, mas homenagear, como brasileiro que ama esta terra e esta gente, o que este homem tem provado, em pouco tempo, depois de tanto preconceito e perseguição ideológica, do que somos capazes diante de nós mesmos, e do mundo, e que não sabíamos, e não vivíamos isto, por incompetência ou fraude de tudo e todos que nos governaram até aqui. Não engrandecemos um homem, mas o que ele pagou e tem pago, para provar do que somos.

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terça-feira, 29 de julho de 2014

domingo, 22 de setembro de 2013

sexta-feira, 8 de março de 2013


terça-feira, 22 de janeiro de 2013



Justiça do Rio: a TV Globo e Kamel jogam em casa

publicada terça-feira, 15/01/2013 às 18:23 e atualizada segunda-feira, 21/01/2013 às 12:44


Na praça Clóvis/Minha carteira foi batida/Tinha vinte e cinco cruzeiros/E o teu retrato…
Vinte e cinco/Eu, francamente, achei barato/Pra me livrarem/Do meu atraso de vida
(Paulo Vanzolini, “Praça Clóvis”)

por Rodrigo Vianna
Um advogado amigo costuma dizer: “no Rio, a Globo joga em casa”.
Hoje, tivemos mais uma prova. Ano passado, fui condenado em primeira instância, num processo movido pelo diretor de Jornalismo da Globo, Ali Kamel. Importante dizer: a juíza na primeira instância não me permitiu apresentar testemunhas, laudos, coisa nenhuma. Acolheu na íntegra a argumentação do diretor da Globo – sem que eu tivesse sequer a chance de estar à frente da meritíssima para esclarecer minhas posições.
Recorremos ao Tribunal de Justiça, também no Rio. Antes de discutir o mérito da ação,pedimos que o TJ analisasse um “agravo retido” (espécie de recurso prévio) que obrigasse a primeira instância a ouvir as testemunhas de defesa e os especialistas de duas universidades que gostaríamos de ver consultados na ação.
O Tribunal, em decisão proferida nessa terça-feira (15/01), ignorou quase integralmente nossa argumentação. Negou o agravo e, no mérito, deu provimento apenas parcial à nossa apelação – reduzindo o valor da indenização que a meritíssima de primeira instância fixara em absurdos 50 mil reais. Ato contínuo, certos blogs da direita midiática começaram a dar repercussão à decisão. Claro! São todos fidelíssimos aos patrões e ao diretor da Globo, na luta que estes travam contra outros jornalistas.
Sobre esse processo, gostaria de esclarecer alguns pontos. Primeiro, cabe recurso e vamos recorrer!
Segundo, está claro que Ali Kamel usa a Justiça para se vingar de todos aqueles que criticam o papel por ele exercido à frente da maior emissora de TV do país. Kamel foi derrotado duas vezes nas urnas: perdeu em 2006 (quando a Globo alinhou-se ao delegado Bruno na véspera do primeiro turno, num episódio muito bem narrado pela CartaCapital, naquela época) e perdeu em 2010 (quando o episódio da “bolinha de papel” foi desmascarado pelos blogs e redes sociais). Contra as quotas, contra o Bolsa-Família, contra os avanços dos anos Lula: Kamel é um dos ideólogos da direita derrotada. Por isso mesmo, era chamado na Globo de “Ratzinger”.
Em 2010, Ali Kamel virou alvo de críticas fortes (mas nem por isso injustas) na internet. Deveria estar preparado pra isso. Dirige o jornalismo de uma emissora acostumada a usar seu poder para influir em eleições. Passadas as eleições de 2010, Kamel muniu-se de uma espécie de “furor processório”. Iniciou ações judiciais contra esse escrevinhador, e também contra Azenha (VioMundo), Marco Aurélio (Doladodelá), CloacaNews, Nassif, PH Amorim… Todas praticamente simultâneas. Estava claro que Kamel pretendia mandar um recado: “utilizarei minhas armas para o contra-ataque; não farei o debate público, de conteúdo, partirei para a revanche judicial”.
Advogados costumam dizer que em casos assim “o processo já é a pena”. Ou seja: o processante tem apoio da maior emissora do país, conta com advogados bem pagos e uma estrutura gigantesca. O processado (ou os processados) são jornalistas e blogueiros “sujos”, sem eira nem beira. O objetivo é sufocar-nos (financeiramente) com os processos.
Está enganado o senhor Ali Kamel. Aqui desse lado há gente que não se intimida tão facilmente.
Não tenho contra Kamel nada pessoal. Conversei com ele sempre de forma civilizada quando trabalhei na Globo. Troquei com ele alguns emails cordiais – como costumo fazer com todos colegas ou chefes. Kamel utilizou um desses e-mails pessoais na ação judicial, como se quisesse afirmar: “ele gostava de mim quando estava na Globo, deixou de gostar quando saiu da Globo.”
Ora, a questão não é pessoal. Tinha por Kamel respeito, até que comprovei de perto algumas atitudes estranhas (vetos a matérias), culminando com a atuação dele na cobertura do caso dos “aloprados” na eleição de 2006. Na época, eu trabalhava na Globo. Saí da emissora por causa disso. E passei a não mais respeitar Ali Kamel  profissionalmente. O discurso que ele fazia na Redação antes de 2006 (“todos podem ser ouvidos, há espaço para crítica”) era falso. Quem criticou ou dissentiu foi colocado na “geladeira” e “expurgado”. Isso está claro. Azenha, Marco Aurelio Mello, Carlos Dornelles e Franklin Martins estão aí para mostrar…
De resto, a utilização de e-mails (estritamente pessoais) numa ação não é ilegal. Mas mostra o grau apurado de ética de quem os utiliza como ferramenta da luta política e judicial.
No meu caso, a acusação é de ter “espalhado” pela internet que ele seria um “ator pornográfico”. Quem lê os textos que escrevi neste blog sobre a infeliz homonímia (um ator pornô nos anos 80, aparentemente, usava o mesmo nome que ele – Ali Kamel) logo percebe: em nenhum momento disse que Ali Kamel (o jornalista) seria o Ali Kamel (ator pornográfico).Não afirmei que eram a mesma pessoa nem neguei que o fossem. Não sabia, e isso pouco importava. Apenas usei a coincidência como mote para a crítica, em textos claramente opinativos: pornográfico, sim, é o jornalismo que Ali Kamel pratica tantas vezes à frente da Globo. Foi essa a afirmação que fiz em seguidos textos. Muitas vezes, de forma bem-humorada.
Na apelação ao Tribunal, mostramos como seria importante a juíza de primeira instância ter consultado especialistas em Comunicação  (indicamos ao menos dois) para entender a diferença entre opinião e informação. E para entender a centralidade do uso do humor na crítica política.
Mostramos em nossa defesa, ainda, como o impoluto comentarista (e ex-cineasta) Arnaldo Jabor utilizou-se de mote parecido no título de um livro que fez publicar: “Pornopolítica”. Se há uma “pornopolítica”, por que não posso falar em “jornalismo pornográfico”?
Só a Globo e seus comentaristas podem recorrer a metáforas? Parece que sim. Especialmente no Rio de Janeiro. No Rio, a Globo joga em casa.
Vamos recorrer aos tribunais de Brasília. Não que eu tenha grandes esperanças de ver magistrados na capital federal a enfrentar o diretor de Jornalismo da Globo. Mas vou utilizar as armas que tenho.
Mais que isso: se Kamel pensava em calar ou intimidar seus críticos, vai se dar mal. Esse processo vai ajudar a mobilizar aqueles que lutam contra os monopólios de mídia no Brasil. Vai ajudar a escancarar a hipocrisia daqueles que na ANJ e na SIP pedem “ampla liberdade de crítica”, daqueles que usam Institutos Milleniuns para exigir “que não se criem travas ao humor como ferramenta de crítica”, mas que fazem tudo ao contrario quando são  eles os objetos da crítica e do humor.
Kamel pode até ganhar no Rio. Pode ganhar no STJ, STF, CNJ, SIP, ANJ, sei lá onde mais.  Mas perderá na história. Aliás, já perdeu. Na testa dele está o carimbo (justo ou injusto? o público pode julgar…) de “manipulador de eleições”. Manipulador frustrado, diga-se. Porque segue a perder. No Brasil, na Venezuela, na Argentina…
A Justiça quer que eu pague 20 mil, 30 mil ou 50 mil pro Ali Kamel? Acho absurda a condenação. Mas se for obrigado, eu pago até com certo gosto. Levo lá no Jardim Botânico o cheque pra ele. Ou entrego no apartamento onde ele vive, de frente pro mar na zona sul – palco, vez ou outra, de brigas com os vizinhos que também acabam na Justiça.
Essa condenação, que ainda lutarei para reverter, lembra-me a belíssima letra de Paulo Vanzolini – com a qual abri esse texto…
Tudo bem, Kamel, se você e a  Justiça fizerem questão, eu pago! Só que seguirei a fazer - aqui – o contraponto ao jornalismo que você dirige.
Tudo bem, Kamel, se você e a Justiça fizerem questão, esgotados todos os recursos, eu pago! 
Eu pago. Vê-lo derrotado frente à história: não tem preço.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013


quarta-feira, 28 de novembro de 2012


domingo, 18 de novembro de 2012


segunda-feira, 5 de novembro de 2012


A grande obra de Fernando Haddad

Saul Leblon, Carta Maior / Blogs das Frases

“A principal peça de resistência às políticas de justiça social consiste em negar sua pertinência. Para isso é necessário esconder os pobres. Em São Paulo isso tem sido feito com afinco pelo conservadorismo e seus representantes.

A classe média de São Paulo concentra-se em bairros centrais ou vive em condomínios blindados. Diferente do que acontece no Rio de Janeiro, ela não enxerga, não transita, pouco conhece das periferias localizadas nos extremos de uma capital que se espalha por 1500 km2.

A viseira geográfica é afunilada pelo filtro midiático que omite ou acentua os abismos com a lente do preconceito.

A periferia só é 'pauta' quando jorra sangue ou 'cria' problemas.

Encapsulada pelos pés e pela mente, a classe média de São Paulo é induzida a olhar a cidade informal como os israelenses enxergam os palestinos. São os seus árabes.

O lacre ideológico permite desdenhar impunemente das políticas federais destinadas a superar esses abismos em todo o país.

Foi o que fez, mais uma vez, o candidato da derrota conservadora em SP, José Serra, na campanha municipal deste ano:'Esse tal de Minha Casa Minha Vida é um enganação. Se tudo o que propuseram for espetacularmente bem feito, vão fazer uns 20%', disparou em um comício.

O preço elevado dos terrenos encarece a construção popular. A alegação tucana é verdadeira. Mas será verdade a ponto de nivelar o total de contratações do Minha Casa Minha Vida ao desempenho de uma cidade como Guarulhos, por exemplo, que tem população dez vezes inferior a da capital?

Até meados desde ano São Paulo e Guarulhos haviam contratado 11 mil unidades pelo programa federal. Guarulhos tem 1,2 milhão de habitantes; São Paulo reúne 11 milhões de moradores; quase 20% vivem em condições precárias, 400 mil em favelas, quase dois milhões em cortiços, beiras de avenidas, terrenos alagáveis etc.”
Artigo Completo, ::AQUI::

Serra não morreu... E pensa em voltar em breve


A turma do deixa disso entrou em campo para acalmar o ex-governador José Serra (PSDB), derrotado por Fernando Haddad (PT) na disputa pela prefeitura de São Paulo, que não gostou das declarações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre a necessidade de renovação do partido. A ala serrista está convencida de que o melhor a fazer agora é cuidar da reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB), em 2014, e garantir a vaga do Senado na chapa tucana para Serra.

E tem mais

Um dos coordenadores da campanha tucana em São Paulo, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) disse, em discurso no Senado, que o candidato José Serra perdeu para o petista Fernando Haddad por "negligência" do PSDB. Para ele, o partido e os articuladores da campanha não conseguiram reverter junto à população a impressão de que Serra deixaria mais tarde a prefeitura, caso eleito.

Bingo! Alguém tem dúvida de que, caso fosse eleito prefeito, Serra não se meteria a ser candidato presidencial novamente, em 2014? Da outra vez em que foi candidato a prefeito, assinou um documento dizendo que cumpriria o mandato ate o fim. Mentiu. Fez como FHC, que disse: "Esqueçam tudo que escrevi".Os tucanos costumam abrir o bico para mentir.

Foi passear


Em 2002, quando foi derrotado - por Lula-- pela primeira vez em uma disputa presidencial, Serra refugiou-se nos Estados Unidos. Agora, derrotado por Haddad, Serra foi para  Buenos Aires... Vai passar uma temporada por lá

sexta-feira, 2 de novembro de 2012


O RECADO DAS URNAS


DELÚBIO SOARES1 DE NOVEMBRO DE 2012 ÀS 18:45
Jamais uma eleição foi tão disputada, nem o eleitorado tão bombardeado pela manipulação midiática na tentativa (vã, por sinal) de derrotar o PT e seus candidatos



O saldo das eleições municipais de outubro é altamente favorável às forças democráticas. Registrou-se tanto a expressiva vitória de Fernando Haddad e do PT na maior cidade da América Latina e uma das maiores do mundo, além do crescimento do partido em todo o país, quanto grandes derrotas da direita e o visível encolhimento da oposição em todas as regiões do Brasil.

Jamais uma eleição foi tão disputada por todas as forças políticas envolvidas, nem o eleitorado tão bombardeado pela manipulação midiática, a distorção dos fatos e uma autêntica operação de guerra montada na tentativa (vã, por sinal) de derrotar o Partido dos Trabalhadores e os seus candidatos.

Nos meses que antecederam o pleito, vivemos uma época de subversão de valores, com os fatos sendo tangidos ao sabor da mentira e do claro interesse partidário. Se os fatos não favorecessem a oposição, pior para os fatos. Se os números mostrassem o avanço dos candidatos petistas, eles eram solenemente ignorados (e omitidos). Pesquisas que demonstravam o crescimento de candidatos populares foram sonegadas em alguns dos maiores telejornais. Analistas políticos e econômicos assumiram o trabalho antes destinado apenas aos marqueteiros das candidaturas oposicionistas. Manchetes de alguns jornais foram paridas com o objetivo específico e indisfarçável de frequentar os programas eleitorais da oposição na TV, numa prática condenável e nada discreta, exatamente como foi feito em 2010 na tentativa desesperada de derrotar Dilma Rousseff e eleger o tucano José Serra.

Em 2012, como transitando por um túnel do tempo, o Brasil testemunhou a repetição das práticas fascistóides da eleição presidencial passada. O preconceito, a homofobia, o racismo, o reacionarismo em sua forma mais primitiva, a deturpação da fé religiosa, o abuso do poder econômico, a judicialização da vida política e a politização da justiça, foram marcas indeléveis do processo político-eleitoral no ano em curso. A repetição de mentiras relativas à Ação Penal 470 se transformaram na mais forte – e, talvez, única – mensagem da grande maioria dos candidatos da oposição.

Qual a proposta da oposição para a delicada questão do planejamento urbano? Mensalão! E para a saúde nos Municípios? Mensalão! E para a segurança pública, a educação, os transportes, a habitação? Mensalão! A oposição, desta forma, apostou na despolitização de nosso eleitorado e numa suposta ignorância de uma massa que seria desinformada, ignorante e que não saberia interpretar os fatos e nem desconfiar do jogo sujo da manipulação da notícia pela mídia partidarizada. Não apresentou propostas administrativas, nem tratou de questões absolutamente fundamentais no dia-a-dia das populações urbanas e rurais, dos jovens, dos trabalhadores, das mulheres, das minorias. E, por isso, perdeu.

A vitória das forças democráticas e progressistas, representadas pelo PT e pelos partidos da base aliada, foi evidente e incontestável, em mais de 70% das prefeituras municipais em disputa. As vitórias eleitorais da oposição, em pouquíssimas cidades de expressão política, econômica e social, foram empanadas pelas reeleições de Eduardo Paes, no Rio de Janeiro, pelo PMDB, de José Fortunatti, em Porto Alegre, pelo PDT, de Paulo Garcia, o competentíssimo petista que governa Goiânia, além de outros tantos. E, também, por vitórias folgadas como a dos companheiros petistas Fernando Haddad, em São Paulo, Jorge Cartaxo, em João Pessoa, além de aliados como o trabalhista Gustavo Fruet, em Curitiba. Até em cidades importantíssimas como Belo Horizonte e Fortaleza, a disputa se deu entre partidos que apoiam Dilma e apoiaram Lula, com a oposição (PSDB e DEM) riscada do mapa pelo voto popular. Pior quadro para os que nos fazem oposição seria impossível.

Em grandes e importantes cidades do interior e das zonas metropolitanas, como Santo André, São Bernardo do Campo, Mauá, São José dos Campos, Osasco, em São Paulo, Vitória da Conquista (BA), Uberlândia (MG), Niterói (RJ), além de centenas de cidades pequenas e médias em todos os Estados, com espetacular crescimento de norte a sul, o PT se tornou o partido mais votado do país, com um salto quantitativo e também qualitativo, mostrando tanto a aprovação popular ao jeito petista de governar como uma condenação às campanhas rasteiras e demonizadoras de que fomos alvo por parte da oposição, aquela que perdeu fragorosamente.

O PT tem um compromisso claro tanto com a governabilidade, atuando democraticamente e buscando fortalecer nossas instituições, quanto com a boa governança, escolhendo os seus melhores quadros para oferecê-los à consideração popular e à administração da coisa pública. Há uma nova geração petista, de homens e mulheres jovens, qualificados para administrar, sobejamente mais preparados que os pretensos quadros da oposição destrutiva e rancorosa. Isso ficou patente com a retumbante vitória de Fernando Haddad, que conquistou a confiança da maioria absoluta do eleitorado de nossa maior cidade e, de quebra, permitiu que os brasileiros aquilatassem a ausência total de propostas de governo, de projetos em favor de nossa população e do futuro de nosso país, expressa na baixaria em que se constituiu a cruzada reacionária, denuncista, preconceituosa e falso-moralista do derrotado José Serra, o arauto do baixo nível na vida pública brasileira.

Fernando Haddad, como Paulo Garcia, como Jorge Cartaxo, como todos os 624 prefeitos eleitos pelo PT, além dos nossos companheiros prefeitos eleitos da base aliada, irão inaugurar uma nova fase na história político-administrativa dos Municípios brasileiros, onde o compromisso primeiro será com o bem-estar da população, o desenvolvimento econômico com justiça social, educação, segurança e saúde, um país melhor e um futuro de grandeza.

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/84440/O-recado-das-urnas-recado-urnas-delubio-soares.htm

"QUEM NÃO TEM VOTO CAÇA COM VALÉRIO"



"O alvoroço provocado pela notícia de que Marcos Valério pode ter informações comprometedoras contra Lula, Antônio Palocci e até sobre o caso Celso Daniel chega a ser vergonhoso", escreve o jornalista Paulo Moreira Leite, da revista Época



2 DE NOVEMBRO DE 2012 ÀS 21:11





247 - O jornalista Paulo Moreira Leite publicou artigo em seu blog no site da revista Épocapara criticar a repercussão que tomou a notícia de que Marcos Valério teria citado o ex-presidente Lula e o ex-ministro Antonio Palloci em depoimento prestado ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, em setembro. "O alvoroço provocado pela notícia de que Marcos Valério pode ter informações comprometedoras contra Lula, Antônio Palocci e até sobre o caso Celso Daniel chega a ser vergonhoso", escreveu o jornalista, no texto que segue abaixo:

Quem não tem voto caça com Valério

O alvoroço provocado pela notícia de que Marcos Valério pode ter informações comprometedoras contra Lula, Antônio Palocci e até sobre o caso Celso Daniel chega a ser vergonhoso.

Desde a denuncia de Roberto Jefferson que Valério tem demonstrado grande disposição para colaborar com a polícia.

Foi ele quem entregou a relação de 32 beneficiários das verbas do mensalão, inclusive Duda Mendonça.

Conforme os advogados de um dos réus principais, ao longo do processo Valério fez quatro tentativas de oferecer novas delações em troca de uma redução de sua pena. As quatro foram rejeitadas.

O estranho, agora, não é a iniciativa de Valério, mais do que compreensível para quem se encontra numa situação como a sua. Não estou falando apenas dos 40 anos de prisão.

As condenações de José Dirceu e José Genoíno se baseiam em "não é possível que não soubessem", "não é plausível", "um desvio na caminhada" e assim por diante.

Eu acho legítimo pensar que deveriam ser questionadas em novo julgamento, o que certamente poderia ser feito se tivessem direito a uma segunda instância, como vai ocorrer com os réus do mensalão PSDB-MG que foram desmembrados nestes "dois pesos, dois mensalões," na antológica definição de Jânio de Freitas.

Parece muito difícil questionar o mérito das acusações contra Valério. Ele participava de um esquema para levantar recursos de campanha. Mas seu interesse era comercial, digamos assim. Pretendia levantar R$ 1 bilhão até o fim do governo, disse Silvio Pereira, secretário geral do PT, em entrevista a Soraya Agege, do Globo, em 2006.

Era o titular do esquema, o dono das agências de publicidade, aquele que recolhia e despachava o dinheiro, inclusive com carros forte e conta em paraíso fiscal.

O estranho, agora, não é o comportamento de Valério. São os outros.

É a torcida, o ambiente de vale-tudo.

Ele teve sete anos para apresentar qualquer informação relevante. A menos que tenha adquirido o costume de criar dificuldades para comprar facilidades até com a própria liberdade, o que não é bem o costume dos operadores financeiros, seu silêncio sugere a falta de fatos importantes para revelar. Ele enfrentou em silêncio a denúncia do primeiro procurador, Antônio Carlos Fernando de Souza, em 2006. Assistiu do mesmo modo à aceitação da denúncia pelo Supremo, em 2007. Deu não se sabe quantos depoimentos a Justiça e a Polícia. Seu advogado, Marcelo Leonardo, um dos mais competentes do julgamento, escreveu não sei quantas alegações finais no STF.

Nem mesmo quando , preso por outras razões, tomava porrada de colegas de presídio numa cadeia, lembrou que podia contar algo para se proteger?

A verdade é que os adversários de Lula não conseguem esconder a vontade de que Valério tenha grandes revelações a fazer. Deveriam estar acima de tudo desconfiados e cautelosos, já que as circunstâncias não garantem a menor credibilidade a qualquer denuncia feita DEPOIS que um réu enfrenta uma condenação de 40 anos e não se vislumbra nenhum atenuante para amenizar a situação.

É preocupante porque nós sabemos que é possível transformar versões falsas em fatos verdadeiros.

Basta que os melhores escrúpulos sejam deixados de lado, as versões anunciadas sejam convenientes e atendam aos interesses de várias partes envolvidas. O país tem uma longa experiência com essa turma. Ela denunciou um grampo telefônico que não houve. Falou de uma conta em paraíso fiscal – do próprio Lula e outros ministros – que eles próprios sabiam que era falsa. Também denunciou uma caixa de dólares enviados do exterior para a campanha de 2002 que ninguém foi capaz de abrir para dizer o que tinha lá dentro.

Na prática, os adversários de Lula querem que Valério entregue aquilo que o eleitor não entregou.

O próprio Valério sabe disso. De seu ponto de vista, qualquer coisa será melhor do que enfrentar uma pena de 40 anos, concorda? Qualquer coisa.

Do ponto de vista dos adversários de Lula, também. Qualquer coisa é melhor do que uma longa perspectiva de derrotas, não é mesmo? Talvez não por 40 anos mas quem sabe mais quatro?

É por isso que os interesses das partes, agora, coincidem. O mocinho da oposição tornou-se Valério.

No mundo do "não é possível", do "é plausível", do "não pode ser provado mas não poderia ser de outra forma " as coisas ficam fáceis para quem acusa. A moda ideológica, agora, é acusar de bonzinho quem acha que a obrigação da prova cabe a quem acusa.

E eu, que pensei que a presunção da inocência era um direito constitucional e fazia parte das garantias fundamentais. Mas não. Isso é ser bonzinho, é se fazer de ingênuo.

No novo figurino, as coisas parecem verdadeiras porque não podem ser provadas. É a inversão da inversão da inversão. O movimento estudantil tem uma corrente que se chama negação da negação. Estamos dando uma radicalizada...

A experiência ensina que há um meio infalível de levantar uma credibilidade em baixa. É a ameaça de morte, o que explica a lembrança do caso Celso Daniel.

Os advogados dizem que Valério sofreu ameaças de morte. Já se fala nos cuidados com a segurança pessoal e da família. Também li que a Polícia Federal "ainda " não decidiu protegê-lo.

Algumas palavras tem importância especial em determinados momentos. A morte de Celso Daniel foi acompanhada por várias suspeitas de crime político mas, no fim de três meses de investigação, a Polícia Civil de São Paulo concluiu que fora crime comum.

Um delegado da Polícia Federal, que seguiu o caso e até participou das investigações a pedido de Fernando Henrique Cardoso, chegou a mesma conclusão. O caso parecia encerrado. Os suspeitos estavam presos, confessaram tudo e aguardavam julgamento. Quem fala em aparelho petista deve lembrar que a investigação tinha o respaldo do comando da polícia do governo Alckmin e da PF no tempo de FHC.

O caso saiu dos arquivos quando um irmão de Celso Daniel alegou que sofria ameaça de morte. Fiz várias entrevistas com familiares e policiais e posso afirmar que nunca ouvi um fato consistente. Nem um grito ameaçador ao telefone. Nem um palavrão no trânsito. Nem um empurrão no bandejão da faculdade.

Nunca. Respeito aquelas pessoas, fomos colegas de luta no movimento estudantil mas aquilo me pareceu uma história sem consistência. Eu ia fazer uma matéria sobre essa denuncia mas aquilo não dava uma linha. Não havia sequer um fato para ser narrado. Nem um boato para ser desmentido. Nada. Fiquei impressionado porque eu havia entrado na história achando que havia alguma coisa, seja lá o que fosse. Nada. Mas a família conseguiu o direito até de viver exilada na França. O caso foi reaberto e, embora uma segunda investigação policial tenha chegado a mesma conclusão, o suspeito de ser o mandante aguarda o momento de ir a julgamento.

Nos últimos meses, com o julgamento no mensalão, os adversários de Lula pensavam que seria possível reverter o ambiente político favorável a Lula, no país inteiro. É este ambiente que coloca a reeleição de Dilma no horizonte de 2014, embora muita enxurrada possa passar por debaixo da ponte. Mas, no momento, essa perspectiva, para a oposição, é insuportável e dolorosa – até porque ela não foi capaz de reavaliar suas sucessivas derrotas do ponto de vista político, não fez um balanço honesto dos acertos do governo Lula, o que dificulta aceitar que o país tem um presidente popular como nenhum outro antes dele, a tal ponto que até postes derrotam medalhões vistos como imbatíveis. No seu apogeu, a ideia de renovação sugerida por FHC foi descartada como proposta petista por José Serra. Assim fica difícil, né.

(Vamos homenagear os postes. Essa expressão foi cunhada por uma das principais vozes da luta pela democratização, Ulysses Guimarães, para quem "poste" era o candidato capaz de representar os interesses do povo e da democracia, mesmo que fosse um ilustre desconhecido. Certa vez, falando sobre a vitória estrondosa do MDB em 1974, quando elegeu 17 de 26 senadores, Ulysses falou que naquela eleição o partido elegeria "até um poste." Postes, assim, são candidatos que entendem o vento da sua época.)

Semanas antes da eleição do poste Fernando Haddad, o procurador geral Roberto Gurgel chegou a dizer que ficaria muito feliz se o julgamento influenciasse a decisão do eleitor. Muita gente achou natural um procurador falar assim.

Eu não fiquei surpreso porque sempre achei a denuncia politizada demais, cheia de pressupostos e convicções anteriores aos fatos. Eu acho que a denuncia confunde aliança política com compra de votos e verba de campanha com suborno, o que a leva a querer criminalizar todo mundo que vê pela frente – embora, claro, tenha sido seletiva ao separar o mensalão PSDB-MG, como nós sabemos e nunca será demais lembrar. Mas não achei o pronunciamento do procurador natural. Em todo caso, considerando a liberdade de expressão...

Mas a fantasia oposicionista era tanta que teve gente até que se despediu de Lula, lembra?

Embora o julgamento tenha caminhado na base do "não é plausível", "não poderia ter sido de outro jeito "e outras considerações pouco conclusivas e nada robustas, faltou combinar com o eleitor.

Em campanha própria, com chapa pura, os adversários de Lula tiveram uma grande vitória em Manaus. Viraram a eleição em Belém onde o PSOL não quis apoio de Lula. Ganharam em Belo Horizonte em parceria com Eduardo Campos, que até segundo aviso é da base de Lula e Dilma.

O PT cresceu no número de prefeituras, no número de votos em escala nacional, e também levou o troféu principal da campanha, a prefeitura de São Paulo. Mesmo com a vitória em Salvador, os partidos conservadores, à direita do PSDB, tiveram a metade do eleitorado reunido em 2008. Isso aí: perderam 50% dos votos.

É neste ambiente que Valério passa ter importância. Quem não tem voto caça com Valério.

http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/84491/Quem-n%C3%A3o-tem-voto-ca%C3%A7a-com-Val%C3%A9rio-Quem-n%C3%A3o-tem-voto-ca%C3%A7a-com-Val%C3%A9rio.htm