Nosso objetivo não é engrandecer um homem, o Presidente Lula, mas homenagear, como brasileiro que ama esta terra e esta gente, o que este homem tem provado, em pouco tempo, depois de tanto preconceito e perseguição ideológica, do que somos capazes diante de nós mesmos, e do mundo, e que não sabíamos, e não vivíamos isto, por incompetência ou fraude de tudo e todos que nos governaram até aqui. Não engrandecemos um homem, mas o que ele pagou e tem pago, para provar do que somos.
PML: “ESQUECERAM DE LULA” NA VITÓRIA CONTRA A FOME
"O Brasil deixa o mapa da fome da ONU -- mas meios de comunicação tentam reescrever história e esconder o papel de ex-presidente em vitória que beneficia o país", ressalta Paulo Moreira Leite, em seu blog no 247; ele diz que Betinho, que foi "porta-voz" da Campanha contra a Fome e a Miséria, "merece ser lembrado", mas que "responsável principal" pela "vitória histórica do País contra a desnutrição" é Lula
22 DE SETEMBRO DE 2014 ÀS 18:58
247 – O Brasil comemorou, na semana passada, o cumprimento da meta da ONU que previa reduzir à metade o número de pessoas subnutridas na última década. O responsável principal pelo feito, no entanto, não foi lembrado pelos meios de comunicação, diz Paulo Moreira Leite, em nova coluna no blog do 247.
"A vitória histórica do país contra a desnutrição tem um responsável principal, gostem ou não. É o governo Lula e os programas de distribuição de renda que ele iniciou logo depois da posse, em 2003", escreve o jornalista. "Mas é claro que não convém lembrar esse feito quando faltam duas semanas para a eleição presidencial", acrescenta PML.
Segundo Paulo Moreira Leite, a história vem sendo reescrita, "aplicando uma técnica de manipulação stalinista que ensina que se deve modificar o passado em função das conveniências do presente". Ele menciona Betinho, alguém que, como "rosto" da Campanha contra a Fome, "merece ser lembrado", mas afirma que "até aquela Campanha foi um projeto que saiu de Lula e do Instituto de Cidadania".
"O surrealismo dessa situação é fácil de reconhecer. Depois de apanhar dia após dia por causa das políticas de seu governo contra a fome, a imagem de Lula é apagada da fotografia quando até a ONU reconhece que elas deram certo. Pode?", questiona Paulo Moreira Leite. Clique aqui para ler a íntegra.
No programa eleitoral do PT desta quinta-feira (21), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou "uma das piores campanhas negativas de certa imprensa que se tornou o principal partido de oposição"; segundo ele, a mídia esconde os feitos do governo Dilma e voltou a pedir voto para sua afilhada política; ele se referia a grandes obras não mostradas, como a da transposição do rio São Francisco: "Eu tenho certeza que você já está surpreso com tanta coisa que a Dilma fez e que você não sabia"; "Essa campanha vai servir exatamente para isso. Para você ver como certa imprensa gosta mais de fazer política do que informar bem"
22 DE AGOSTO DE 2014 ÀS 05:51
247 - No programa eleitoral do PT desta quinta-feira (21), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou "uma das piores campanhas negativas de certa imprensa que se tornou o principal partido de oposição".
Segundo ele, a mídia esconde os feitos do governo Dilma e voltou a pedir voto para sua afilhada política. Ele se referia a grandes obras não mostradas, como a da transposição do rio São Francisco, em PE.
"Eu tenho certeza que você já está surpreso com tanta coisa que a Dilma fez e que você não sabia", disse.
"Essa campanha vai servir exatamente para isso. Para você ver como certa imprensa gosta mais de fazer política do que informar bem. Como só consegue falar mal e é capaz de esconder obras fundamentais, que estão transformando o Brasil", atacou Lula.
O ex-presidente disse que sua sucessora fez "muita coisa, muita mesmo" e que só conseguiu isso porque fez um governo de continuidade. Ao mesmo tempo, não esqueceu do desejo de mudança expresso pela maioria da população em pesquisas.
"Por isso eu lhe peço: não deixe a mudança parar, não deixe o Brasil parar de mudar."
Em evento realizado em uma casa de shows em Buenos Aires contra os fundos com os quais a Argentina está em litígio, um dos apresentadores leu carta enviada pelo ex-presidente Lula, em que afirma apoiar "a luta do povo pela soberania política e econômica" e que é solidário aos argentinos
13 DE AGOSTO DE 2014 ÀS 06:20
247 – O ex-presidente Lula enviou uma mensagem de apoio a um ato realizado em uma casa de shows em Buenos Aires contra os fundos com os quais a Argentina está em litígio.
No texto lido por um dos apresentadores, ele afirmou apoiar "a luta do povo pela soberania política e econômica" e que é solidário aos argentinos.
Os chamados fundos abutres ganharam na Justiça americana uma disputa para receber integralmente o valor da dívida de bônus da moratória decretada pela Argentina em 2001, que pode chegar a U$ 15 bilhões.
Os papéis foram comprados, em 2008, a preços baixos de investidores que se recusaram a aceitar a proposta de reestruturação de dívida de 2005. De todos os credores, 92% aceitaram a renegociação, o restante recorreu à Justiça para receber o valor corrigido da dívida.
LULA: ‘NÃO ADIANTA XINGAR TODO MUNDO, É PRECISO IR À RUA DISCUTIR’
Em novo vídeo sobre a política, ex-presidente Lula diz que "ficar sentado no sofá" ou xingar todo mundo pelo iPad ou iPhone não vai adiantar nada; "se quiser ser revolucionário de verdade, vai à sua universidade discutir o que quer que mude, no seu bairro"; para o petista, "esperança, dignidade e oportunidade" são "três palavras simples e que deveriam ser parte do cotidiano da nossa vida, no Brasil e no mundo"
18 DE JULHO DE 2014 ÀS 15:53
247 – Em nova mensagem à juventude, o ex-presidente Lula afirma que de nada adianta "ficar senado no sofá" xingando todo mundo ou escrevendo palavrões de seu iPad ou iPhone. "Se quiser ser revolucionário de verdade, vai à sua universidade discutir o que quer mude, vai ao seu bairro discutir com seus companheiros o que você quer que mude para melhorar".
Lula lembra no vídeo publicado nesta sexta-feira 18 que, em visita realizada ao Catar, conversou com jovens que fizeram parte da Primavera Árabe e ouviu deles três pedidos: esperança, dignidade e oportunidade. "Três palavras simples e que deveriam ser parte do cotidiano da nossa vida, no Brasil e no mundo", avaliou o ex-presidente.
Ex-presidente Lula publica vídeo com mensagem aos jovens de incentivo ao ingresso na política; "Se a gente quiser mudar a política, só tem um jeito: entrando nela. Porque negando, tudo vai ficar pior"; petista lembra que nem ele gostava da política, mas acabou tomando consciência, durante o movimento grevista, que a "luta de negativas e apenas de protestos" ou dizer que "todo mundo era ladrão" não resolvia seu problema"; "Eu tinha que mudar, e para mudar eu tinha que entrar, e para entrar eu tinha que participar. Foi assim que eu tomei a decisão de entrar na política", afirmou; assista
15 DE JULHO DE 2014 ÀS 14:55
247 – Em um vídeo publicado na internet nesta terça-feira 15, o ex-presidente Lula incentiva os jovens a ingressarem na política e passa a mensagem de que "se a gente quiser mudar a política, só tem um jeito: entrando nela". O cacique petista admitiu que ele próprio negava a política partidária quando ingressou no movimento sindicalista, mas começou a se dar conta de que "a negação da política" não resolvia seu problema.
Ele contou ter tomado a consciência da importância da política quando foi pela primeira vez ao Congresso Nacional, em 1978, para debater contra um projeto de lei que proibia determinadas categorias de fazerem greve. Em Brasília, Lula se deu conta que não havia parlamentares comprometidos com os trabalhadores.
"Eu comecei a pensar: como é que eu posso apenas protestar, apenas não gostar de política, ou eu posso dizer que não devemos fazer política e depois eu quero que sejam aprovadas coisas que beneficiem os trabalhadores se eu não tenho deputados aí, se eu não tenho senadores, não tenho prefeitos, vereadores, governadores? Foi aí que nós resolvemos então a começar a participar da política e a criar um partido político", diz Lula no vídeo.
"A luta apenas de negativas e a luta apenas de protestos ou apenas dizer que todo mundo era ladrão não resolvia meu problema", continuou Lula. "Eu tinha que mudar, e para mudar eu tinha que entrar, e para entrar eu tinha que participar. Foi assim que eu tomei a decisão de entrar na política". Para Lula, "a desgraça de quem não gosta de política é que é governado por quem gosta". O ex-presidente reforçou que, "se não botar a cara, a política continua a mesma".
O vídeo é o primeiro de uma série a ser divulgada pelo Instituto Lula em que o ex-presidente fala sobre sua trajetória política e ressalta, em mensagens direcionadas para a juventude, a importância da participação política. A entidade publicará um vídeo por dia a partir desta terça-feira.
Em vídeo, ex-presidente ressalta que existe "uma negação, uma rejeição à política" em vários lugares do mundo e defende mudanças radicais no atual sistema político do Brasil; "Política aparece na televisão como sinônimo de coisas ruins", constata; petista sugere a criação de um projeto de lei de iniciativa popular "que possa mudar substancialmente a política brasileira", por meio de uma constituinte exclusiva; Lula também defende o financiamento público, segundo ele, "a forma mais honesta de financiar uma campanha"; para o ex-presidente, financiamento privado deveria ser "crime inafiançável"; assista
17 DE JULHO DE 2014 ÀS 11:56
247 – Em vídeo publicado na internet nesta quinta-feira 17, o ex-presidente Lula defende mudanças "radicais" no sistema político brasileiro e uma reforma contra o que chama de "política apodrecida" no País. "Política aparece na televisão como sinônimo de coisas ruins", avalia o petista.
A proposta do ex-presidente é criar um projeto de lei de iniciativa popular "que possa mudar substancialmente a política brasileira", por meio de uma constituinte exclusiva. "Nós vamos em porta de fábrica, vamos aproveitar a campanha [da presidente Dilma Rousseff] para ir nos comércios, nos comícios para pegar assinaturas", sugere.
Lula ressalta que existe "uma negação, uma rejeição à política" em vários lugares do mundo, além de um "enfraquecimento" das lideranças. Ele também defende o financiamento público de campanhas, que define como "a forma mais honesta de financiar uma campanha". Para o ex-presidente, financiamento privado deveria ser considerado "crime inafiançável".
Ex-presidente Lula pretende manter unida a base política e social do governo, que deu muita dor de cabeça para Dilma Rousseff na primeira gestão; além disso, deve assumir discussões de temas polêmicos engavetados pela presidente, como a regulamentação dos meios de comunicação; aliados dizem que projeto visa a volta ao poder em 2018
7 DE JULHO DE 2014 ÀS 08:57
247 – Maior cabo eleitoral da presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se prepara para assumir protagonismo político caso o PT seja reeleito em outubro.
Lula pretende manter unida a base política e social do governo, que deu muita dor de cabeça para a presidente Dilma na primeira gestão. Além disso, deve assumir discussões de temas polêmicos engavetados pela presidente, como a regulamentação dos meios de comunicação eletrônicos, defendida por lideranças do PT como o presidente do partido, Rui Falcão, e o ex-ministro Franklin Martins.
O ex-presidente, que nas últimas declarações tem se manifestado contra a política econômica do governo Dilma, também vai tentar impor uma postura mais proativa, já visando voltar ao poder em 2018.
Leia aqui a reportagem de Raymundo Costa sobre o assunto.
"Apoiamos o atual projeto, que permitiu uma ascensão social sem precedentes no Brasil e é o projeto mais ligado às pautas dos trabalhadores”, disse João Carlos Gonçalves, secretário-geral da Força Sindical; na semana passada, o presidente licenciado da central, deputado Paulinho declarou apoio pessoal e de seu partido, o Solidariedade, ao candidato do PSDB à presidência, senador Aécio Neves (MG)
1 DE JULHO DE 2014 ÀS 05:54
por Redação Rede Brasil Atual São Paulo – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu-se ontem (30) pela manhã, na sede do Instituto Lula, no Ipiranga, zona sul de São Paulo, com lideranças da Força Sindical. Os sindicalistas estiveram com Lula, que deve ser o coordenador da campanha de reeleição de Dilma Rousseff (PT), para apresentar seu apoio à continuidade do governo petista e em defesa do avanço de pautas trabalhistas em um eventual segundo mandato da presidenta. "Apoiamos o atual projeto, que permitiu uma ascensão social sem precedentes no Brasil e é o projeto mais ligado às pautas dos trabalhadores”, disse João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical e 2º vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes.
Na semana passada, o presidente licenciado da central, deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, declarou apoio pessoal e de seu partido, o Solidariedade (dissidência do PDT que reúne diversos dirigentes da Força), ao candidato do PSDB à presidência, senador Aécio Neves (MG). Durante o ato de 1º de Maio deste ano, Paulinho chegou a levar o presidenciável ao palco da comemoração da central, ocasião em que Dilma foi criticada de forma deselegante tanto por sindicalistas como pelo senador mineiro. À época, o ministro do Trabalho, Manoel Dias (PDT), também presente à festa, já havia manifestado a divergência de posições em relação aos ex-colegas de partido. Na reunião de hoje, a pluralidade da Força voltou a ser destacada pelas lideranças presentes.
O 1º secretário da Força e presidente da Federação dos Químicos do Estado de São Paulo, Sérgio Luiz Leite, o Serginho, fez questão de lembrar que a prioridade é que as questões trabalhistas e sociais continuem avançando. Serginho também disse que é importante que o diálogo entre governo e movimentos sociais continue a ser cada vez mais valorizado, e que as grandes conquistas que o país está alcançando sejam celebradas à altura, e conjuntamente com os trabalhadores. "A conquista dos 10% do PIB para a educação, por exemplo, é uma das pautas mais importantes do movimento sindical. E ela foi anunciada há uma semana, mas pouca gente ficou sabendo dessa conquista dos trabalhadores", resumiu.
Também estavam lá, entre outros, o presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo, Cláudio Magrão de Camargo Crê, os presidentes estaduais da Força em São Paulo (Danilo Pereira) e no Paraná (Sergio Butka) e o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região, Jorge Nazareno, o Jorginho – este último é filiado ao PT. O presidente da CUT, Vagner Freitas, participou do encontro.
LULA ATACA PESSIMISMO E DIZ QUE HÁ “MÁ-FÉ COM O BRASIL”
A empresários, ex-presidente faz forte defesa da política econômica da presidente Dilma Rousseff e afirma que "levantar dúvidas sobre a seriedade fiscal do Brasil não tem procedência"; Lula participou de encontro com Câmaras de Comércio do Brasil com países europeus; "Não existe mágica em política econômica. A palavra-chave é confiança", destacou; petista ressaltou também que "há dez anos, o Brasil tem a inflação dentro da meta"; em novo ataque ao pessimismo da imprensa brasileira e estrangeira com a Copa do Mundo, constatou como o humor mudou com o início do evento; "Se tivéssemos mais consciência do papel do Brasil no mundo hoje, seríamos menos pessimistas", avaliou
24 DE JUNHO DE 2014 ÀS 17:00
247 – A um público formado por empresários importantes para a economia do País, o ex-presidente Lula destacou uma série de números positivos do setor e defendeu a política econômica da presidente Dilma Rousseff. "Levantar dúvidas sobre a seriedade fiscal do Brasil não tem procedência", afirmou Lula, em discurso no encontro da Eurocâmaras, que reúne diversas Câmaras de Comércio do Brasil com países europeus.
"Há dez anos, o Brasil tem a inflação dentro da meta", lembrou Lula, acrescentando que, "em 2003, o Brasil tinha R$ 380 bilhões para crédito, e hoje tem R$ 2,7 trilhões". Lula mostrou dados de comparação do Brasil com outros países e afirmou: "poucos têm a garantia de investimento tranquilo que o Brasil tem hoje".
O petista afirmou que há muitos motivos para ter boas expectativas com o País. "Se tivéssemos mais consciência do papel do Brasil no mundo hoje, seríamos menos pessimistas", declarou, numa crítica à imprensa e à oposição. Segundo ele, "há muita gente com má-fé com o Brasil".
Lula também falou sobre a relação de comércio com a Europa: "em 2002, tínhamos um fluxo de comércio com a União Europeia de US$ 29,9 bilhões. Hoje temos US$ 99 bilhões". E destacou que "os países da União Europeia são parceiros históricos do Brasil. Temos uma relação de confiança".
Sobre a Copa do Mundo, o ex-presidente voltou a criticar o pessimismo da imprensa brasileira e estrangeira com o Mundial e observou como o humor mudou depois do início do evento. "A Copa do Mundo está surpreendendo muita gente. Eu já dizia: 'a melhor coisa que o Brasil tem para mostrar é seu povo'", defendeu. Ao final do discurso, disse ter confiança de que o Brasil será campeão mundial pela sexta vez.
Se a campanha da reeleição for incisiva contra as críticas injustas, e se souber refrescar a memória dos adultos e mostrar aos garotos o que era o Brasil até 2002, dificilmente o PSDB conseguirá tirar proveito dessa insatisfação de setores da sociedade
A manifestação raivosa e literalmente obscena contra Dilma Rousseff na Arena Corinthians durante a cerimônia de abertura da Copa foi interpretada de formas diametralmente opostas pelo ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, e pelo ex-presidente Lula.
Para o primeiro, o segundo errou ao avaliar que os insultos partiram da “elite branca”, que pôde pagar, em média, mil reais para assistir à cerimônia, confortavelmente instalada na “área VIP” do estádio.
A Folha de São Paulo, que faz oposição cerrada a Dilma, não perdeu tempo e estampou o diagnóstico de Carvalho em manchete principal de primeira página – a tese dele reforça a teoria da oposição midiática, de que Dilma “já perdeu”.
Segundo relatos esparsos de leitores que estiveram no local, porém, os insultos à presidente teriam partido do camarote do Itaú. Carvalho não discute. Acha que, assim mesmo, nos setores populares também há muita gente com raiva dela
O diagnóstico de Carvalho, que virou manchete na Folha, foi feito durante reunião entre ele e blogueiros, uma reunião à qual este que escreve não pôde comparecer por razões particulares.
Carvalho diagnosticou que as críticas da mídia ao governo Dilma, que as camadas mais altas da sociedade compraram há muito, começam a “escorrer” para as camadas mais baixas, razão pela qual julga que o ataque à presidente no “Itaquerão” não pode ser debitado só à tal “elite branca”.
A Folha de São Paulo correu para entrevistar Carvalho, prevendo que poderia obter mais munição contra Dilma. Na segunda-feira (23), publicou a entrevista.
Nessa entrevista, ele não só reafirmou sua discordância de Lula quanto à origem dos insultos a Dilma, mas aprofundou uma tese à qual Folha tratou de dar grande publicidade: “O PT erra no diagnóstico sobre a insatisfação com o governo”.
Um trecho da entrevista de Carvalho à Folha revela como ele se contaminou com essa teoria.
“(…) Quando chego em Curitiba (sic) e encontro um garçom falando que o PT é o mais corrupto da história. Quando vejo em Fortaleza meninos cobrando a questão da corrupção. Quando vi no metrô meninos entrando e puxando o coro do mesmo palavrão usado no estádio, não posso achar que é um fenômeno apenas na cabeça daquilo que está se chamando de elite branca (…)”
A Folha, espertamente, questionou Carvalho sobre a origem da teoria sobre a “elite branca”. Lembrou que “Foi Lula quem puxou esse discurso”. O ministro diz que “não quer polemizar com Lula” e que seu objetivo foi “alertar” – supostamente o PT e o próprio Lula – para o que chamou de “generalização da insatisfação”.
Carvalho é um dos ministros mais próximos a Dilma – trabalha em sala contígua à da presidente. É um quadro antigo do PT. Não se entende por que esse alerta teve que ser feito publicamente. Pareceu ingenuidade…
Seja como for, na terça-feira a Folha publica mais um trecho da entrevista com o ministro. Nesse trecho, ele relata encontro que manteve com um grupo de trinta black blocs – desde que esses espécimes começaram a promover vandalismo, Carvalho tem mantido interlocução com eles na esperança de enfiar algum juízo em suas cabeças vazias.
O ministro cometeu o mesmo erro que muitos que se aproximaram dessa turma ligada a partidos à esquerda do PT vêm cometendo, o erro de encarar a visão política dessa meninada como visão do povo.
Não é o caso de Carvalho, é preciso dizer. Ele sabe muito bem que esses protestos violentos são um grande erro. Mas muitos homens e mulheres maduros, já na quinta ou sexta década de vida, deixaram-se seduzir pela juventude e pelo idealismo boboca de pretensos revolucionários, garotos que não fazem a menor ideia do que é lutar de verdade contra a opressão e que se acham verdadeiros “Che Guevaras” por quebrarem algumas vitrines de lojas de carros e caixas-eletrônicos.
Porém, o que pode ter impressionado Carvalho certamente foi encontrar jovens pobres entre um movimento que teve origem nas universidades, onde professores ligados a partidos de extrema esquerda enfiaram esse lixo importado do Norte do planeta (a tática black bloc) na cabeça dos alunos. Assim, jovens pobres foram no embalo, atraídos pelo clima de rave (festas de estudantes) das “jornadas de junho”. E nada mais.
A partir da popularização dos protestos, ano passado, alguns líderes de movimentos sociais ligados aos mesmos partidos de esquerda viram oportunidade de colher frutos para suas legítimas demandas.
A visão de Carvalho se baseia nesse ambiente. A de Lula, em uma vida inteira e em sua origem entre a pobreza.
Aonde quero chegar: é um erro confundir com o povo esses movimentos da esquerda ultrarradical que admitem em seus protestos o que há de pior na ultradireita, contanto que neonazistas e outros energúmenos ajudem a provocar caos no trânsito e a quebrar tudo.
O povo mesmo, tem falado muito pouco. Quem é pobre e melhorou de vida, mas vive exposto aos ambientes da elite, acaba indo no embalo. Mas a maioria do povo nem chega perto da elite, seja nas universidades, seja nos locais em que pobres vão lhe prestar serviços.
Nas grandes cidades, a situação é pior. Sobretudo em Estados como São Paulo, onde a vida piorou muito devido aos governos do PSDB, que deixaram o transporte público chegar a uma situação de caos, que transformaram a escola e os hospitais públicos em lixo.
Nenhum governo federal conseguirá promover grandes melhoras em áreas que são da competência municipal e estadual.
Mas veja, leitor, a situação em São Paulo: Fernando Haddad está promovendo uma revolução nos transportes com os corredores de ônibus. Outras medidas simples serão tomadas. Apesar de o governo dele ter problemas para se comunicar, lá pelo quarto ano de governo a população paulistana sentirá a diferença.
Seja como for, há que fazer o povo entender que o governo federal comanda, precipuamente, a política econômica, estimula investimentos, empreende grandes projetos nacionais, mas a administração cotidiana da saúde, da educação, do transporte público é responsabilidade de prefeitos e governadores.
Contudo, essas manifestações tresloucadas acabaram empurrando para o governo federal – e, consequentemente, para o PT – uma culpa que até pode ser, também, do partido desse governo, mas que também é de todos os outros partidos.
Nos grandes centros urbanos como São Paulo, a vida tornou-se um inferno devido ao governo do Estado e aos governos municipais. Governos de todos os partidos. Premidos por grandes dívidas, Estados e municípios não conseguem enfrentar os problemas, que vão se avolumando.
Contudo, em uma coisa concordam Lula, Gilberto Carvalho e este blogueiro: a comunicação do governo Dilma é que permitiu que a mídia empurrasse para o governo federal uma responsabilidade que não é dele.
Tendo, porém, a concordar com Lula quanto à questão da “elite branca”. Ela e os pobres que influencia estão longe de ser o povo, estão longe de ser maioria. Mas claro que não será fácil Dilma vencer a eleição presidencial que se avizinha.
Contudo, se a campanha da reeleição for incisiva contra as críticas injustas, e se souber refrescar a memória dos adultos e mostrar aos garotos o que era o Brasil até 2002, dificilmente o PSDB conseguirá tirar proveito dessa insatisfação de setores da sociedade.
Nesse contexto, o sucesso da Copa e os excessos dos revolucionários de butique já estão abrindo os olhos de muita gente.
Esses cinquentões ou sessentões da academia ou do jornalismo que diziam orgulhosamente que apoiavam os protestos tresloucados contra a Copa, já estão fechando os bicos e fazendo cara de paisagem.
Esse caso específico da Copa está sendo subestimado pela direita truculenta e pela esquerda abilolada. O Brasil e o mundo já perceberam como têm havido exageros nas críticas ao governo Dilma. O efeito político disso ainda não pode ser mensurado, mas não será pequeno.
LULA INSINUA VOLTA EM 2018: “ELES QUE SE PREPAREM!”
CHRISTINA LEMOS
Em 2018, Dilma terá esgotado a possibilidade de reeleição e Lula contará com 73 anos, em condições de disputar
No último sábado, durante a Convenção Nacional do PT, ex-presidente Lula fez o mais duro discurso da pré-campanha eleitoral até aqui. Apelou à militância petista que defenda a presidente Dilma Rousseff, inclusive de ofensas como a ocorrida na partida de abertura da Copa do Mundo, desfiou ataques à oposição e deu a entender que pode sair candidato à presidência em 2018.
"Vamos pedir ao povo para dar mais quatro [anos] e ele vai mais dar mais quatro. E eles que se preparem, que em 2018 vamos pedir mais quatro!" - disse Lula, ao enumerar a sequência de vitórias que mantém o PT no comando do governo federal por três mandatos consecutivos. Em 2018, Dilma terá esgotado a possibilidade de reeleição e Lula contará com 73 anos, em condições de disputar.
O ex-presidente também deixou claro que não aprova o discurso de Rui Falcão, presidente do PT, para quem está será "a eleição mais difícil dos últimos tempos para o partido". Lula enumerou suas próprias derrotas e vitórias através de duas décadas, e a eleição de Dilma - primeira mulher a vencer nas urnas uma disputa pela presidência da República -, para sustentar que esta eleição não será mais difícil que as demais. "Nós ainda nem começamos o jogo e temos muito o que mostrar. Fizemos o que eles tiveram 500 anos para fazer e não fizeram!" - declarou.
Lula foi enfático ao pedir aos militantes que defendam Dilma e seu governo, principalmente depois do episódio dos xingamentos no estádio do Itaquerão, em São Paulo. "Temos de ter a coragem de ir para rua e defender esta mulher!" E advertiu: "O que aconteceu com a Dilma na Copa me fez dobrar o esforço para elegê-la."