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Nosso objetivo não é engrandecer um homem, o Presidente Lula, mas homenagear, como brasileiro que ama esta terra e esta gente, o que este homem tem provado, em pouco tempo, depois de tanto preconceito e perseguição ideológica, do que somos capazes diante de nós mesmos, e do mundo, e que não sabíamos, e não vivíamos isto, por incompetência ou fraude de tudo e todos que nos governaram até aqui. Não engrandecemos um homem, mas o que ele pagou e tem pago, para provar do que somos.

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quinta-feira, 28 de junho de 2012


Ônibus queimados, povo a pé e "xerife" na Boca


“Enquanto trabalhadores voltavam caminhando para casa, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto assistia à primeira partida da final da Libertadores da América, em Buenos Aires; da Argentina, ele apontava situação “sob controle”


Acossado pela onda de violência em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin terá que tomar uma atitude drástica para não ver sua política de segurança pública ser desmoralizada. Na noite de ontem, enquanto trabalhadores voltavam a pé para suas casas, depois que motoristas, que temiam novos ataques e incêndios a ônibus, os obrigaram a descer, o secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto passeava em Buenos Aires. Pinto, o “xerife” da segurança pública em São Paulo, estava precisamente na Bombonera para assistir à primeira partida da final da Taça Libertadores da América – corintiano fanático, ele tem o brasão do clube tatuado no peito.

De Buenos Aires, o secretário falou ao jornal Estado de S. Paulo, a quem declarou que a situação em São Paulo está “sob controle”. E defendeu suas férias. “Estou há seis anos no governo. Passei todos esses seis anos sem tirar férias ou folga. Pela primeira vez, tirei licença de dois dias. Licença oficial”. Ao ser questionado sobre a preocupação dos paulistanos, o secretário afirmou que mesmo de folga estaria em contato com todos os subordinados da área de segurança pública.

Desde o último sábado, dez ônibus foram incendiados em São Paulo e sete deixaram de circular. Atordoado, o governador Geraldo Alckmin tem se limitado a repetir as mesmas declarações. “Os criminosos serão presos. E, se enfrentarem a política, vão levar a pior”. Além dos incêndios a ônibus, São Paulo sofre com uma onde de arrastões a restaurantes. Estatísticas de homicídios e roubos de veículos também pioraram no primeiro semestre de 2012.”
Foto: Folhapress_Divulgação