BC: INADIMPLÊNCIA TEM MENOR TAXA DESDE JUNHO DE 2011
Taxa de inadimplência do crédito com recursos livres para as famílias e empresas caiu para 5,1%, em agosto deste ano; para o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, a continuação do crescimento da renda e do emprego são “fatores determinantes” para que haja redução
27 DE SETEMBRO DE 2013 ÀS 13:34
Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A taxa de inadimplência do crédito com recursos livres para as famílias e empresas caiu para 5,1%, em agosto deste ano, de acordo com dados do Banco Central (BC) divulgados hoje (27). Em relação a julho, houve redução de 0,1 ponto percentual. Essa é a menor taxa desde junho de 2011, quando ficou em 4,94%.
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A taxa de inadimplência do crédito com recursos livres para as famílias e empresas caiu para 5,1%, em agosto deste ano, de acordo com dados do Banco Central (BC) divulgados hoje (27). Em relação a julho, houve redução de 0,1 ponto percentual. Essa é a menor taxa desde junho de 2011, quando ficou em 4,94%.
No caso das empresas, também houve redução de 0,1 ponto percentual na taxa de inadimplência entre os meses de julho e agosto, que ficou em 3,4%. A taxa de inadimplência das famílias ficou em 7,1%, com o mesmo nível de redução das empresas em relação a julho.
Nesse caso, a taxa é a menor desde julho de 2011, quando ficou em 6,89%.
Para o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, a continuação do crescimento da renda e do emprego são “fatores determinantes” para que haja redução de inadimplência. Além disso, ele informou que os bancos estão mais seletivos na hora de conceder crédito, principalmente o financiamento de veículos, com melhores garantias e melhor análise do perfil dos clientes. No caso dos veículos, ele também citou parcelas menores de financiamento.
O BC considera como inadimplência atrasos superiores a 90 dias. No caso do crédito com recursos direcionados (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural e de infraestrutura), a taxa ficou estável tanto para empresas (0,5%) quanto para pessoas físicas (1,8%).
Edição: Davi Oliveira
O BRASIL EM 2012: DESEMPREGO MENOR, RENDA MAIOR
O Brasil registrou taxa de desemprego de 6,1% em 2012, inferior aos 6,7% de 2011. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, divulgada hoje pelo IBGE; rendimento real do trabalhador cresceu 5,8%
27 DE SETEMBRO DE 2013 ÀS 11:00
Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – O Brasil registrou taxa de desemprego de 6,1% em 2012, inferior aos 6,7% de 2011. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada hoje (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa mostra o desemprego em todo o território nacional, diferentemente da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do próprio IBGE, que analisa apenas as seis principais regiões metropolitanas do país e apontou taxa de 5,5% em 2012.
De acordo com a Pnad, todas as regiões registraram queda nas taxas de desemprego, com destaque para a Sudeste, onde o índice passou de 7% em 2011 para 6,1% em 2012. O Sul teve o menor índice de 2012 (4,1%). Já o Nordeste teve a maior taxa (7,6%). Nas regiões Centro-Oeste e Norte, os índices foram 5,2% e 6,3%, respectivamente, no ano passado.
A Pnad também mostrou que a taxa de desemprego continua mantendo o padrão de 2011 em relação às faixas etárias: quanto maior a faixa de idade, menor o desemprego. A taxa entre 15 e 17 anos ficou em 21%. Entre os jovens de 18 a 24 anos foi 13,2%. Entre 25 e 49 anos, cai para 4,8%, atingindo 2,2% para a faixa de 50 anos ou mais.
Segundo o IBGE, o fenômeno pode ser explicado pelo fato de pessoas mais idosas procurarem menos emprego do que os mais jovens, já que a taxa de desemprego inclui apenas pessoas que procuram emprego e não conseguem).
O contingente de desempregados passou de 6,6 milhões em 2011 para 6,2 milhões em 2012, uma queda de 7,2%. Desse total, em 2012, a maioria era mulher (57,8%), jovem de 18 a 24 anos (34,6%), negro (59,9%) e sem o ensino médio completo (53,1%).
A população ocupada cresceu 1,6%, ao passar de 92,5 milhões de pessoas em 2011 para 93,9 milhões em 2012. A maioria está empregada no setor de serviços, que apresentou crescimento de 2,2% em relação a 2011 e continuou sendo o principal setor do mercado de trabalho, com 42,4 milhões de pessoas (45,2% do total da população ocupada).
Manuel Nascimento, de 59 anos, era empreendedor individual até um ano e meio atrás, quando decidiu abandonar o negócio e procurar emprego em uma empresa de prestação de serviços de limpeza.
“Eu tinha um trailer, onde eu vendia comida. Mas eu trabalhava sozinho e levava muito calote. Aí resolvi acabar com o negócio e comecei a trabalhar nessa firma. É mais seguro e você tem menos responsabilidade. Trabalha quatro horas, faz seu serviço e vai embora”, conta.
Os setores que tiveram maior crescimento na oferta de emprego, no entanto, foram a indústria (5,8%) e a construção (5,6%), que juntas respondem por 22,7% do mercado de trabalho, com 21,4 milhões de empregados. O setor agrícola continuou perdendo empregos (-5,4%), seguindo uma tendência observada nos últimos anos, em decorrência da mecanização das lavouras. Agora, o segmento responde por 14,2% do mercado de trabalho.
Os setores que tiveram maior crescimento na oferta de emprego, no entanto, foram a indústria (5,8%) e a construção (5,6%), que juntas respondem por 22,7% do mercado de trabalho, com 21,4 milhões de empregados. O setor agrícola continuou perdendo empregos (-5,4%), seguindo uma tendência observada nos últimos anos, em decorrência da mecanização das lavouras. Agora, o segmento responde por 14,2% do mercado de trabalho.
Os empregos no comércio cresceram 1,2% e chegaram a 16,7 milhões. O setor continua sendo o segundo principal, respondendo por 17,8% do mercado.
Os empregos com carteira assinada no setor privado cresceram 3,2%, ou seja, 1,1 milhão de postos a mais. Mas, como os empregos sem carteira assinada cresceram na mesma proporção, os postos de trabalho com carteira continuaram respondendo por 74,6% do total no setor privado.
A população ocupada se dividia em 2012 em empregados no setor privado (50%), trabalhadores por conta própria (20,8%), empregados no setor público (12,1%), trabalhadores domésticos (6,8%), trabalhadores na produção para próprio consumo (3,8%), empregadores (3,8%), não remunerados (2,7%) e trabalhadores na construção para o próprio uso (0,1%).
“Os indicadores estão melhores, mas não dá para dizer se o mercado de trabalho está melhorando. Para fazer essa análise, é preciso mais informações do que essas [da Pnad], como a qualidade do emprego, a carga horária e outras variáveis”, disse a coordenadora da Pnad, Maria Lúcia Vieira.
Leia, ainda, reportagem sobre expansão da renda:
Rendimento real do trabalhador cresce 5,8% em 2012, segundo a Pnad
Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – O rendimento médio mensal do trabalhador brasileiro chegou a R$ 1.507 em 2012, um ganho real de 5,8% em relação aos R$ 1.425 de 2011 reajustados pela inflação. Os números constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2012, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada hoje (27).
Entre as regiões brasileiras, o Centro-Oeste apresentou aumento de 4,8% em relação a 2011 e registrou a maior média de rendimentos de trabalho (R$ 1.803). O Nordeste manteve-se com os piores rendimentos (R$ 1.044), apesar de ter sido a região com maior aumento no período (8,1%).
A Região Norte teve o menor aumento (2,1%) e anotou média de rendimentos de R$ 1.192. O Sul registrou a mesma taxa de crescimento nacional (5,8%) e o rendimento médio chegou a R$ 1.639, enquanto os rendimentos do Sudeste subiram 6% e alcançaram R$ 1.707.
O Índice de Gini do rendimento, que mede a disparidade entre os diferentes estratos de rendimentos de trabalho, apresentou uma redução de 0,003 ponto, ao passar de 0,501 para 0,498. Isso mostra que as pessoas com rendimento mais baixo tiveram ganhos relativamente superiores aos de renda mais alta.
“Diferentemente do que aconteceu em anos anteriores (2006 a 2011), em que o Gini caía porque aumentava muito o rendimento nas classes de rendimento mais baixo, dessa vez a gente registrou aumento também no topo, das pessoas que têm rendimento mais alto. O [aumento no] rendimento superior fez com que o Gini não variasse tanto”, disse a coordenadora da pesquisa, Maria Lúcia Vieira.
Entre as categorias de emprego, importantes ganhos foram observados no trabalho doméstico com carteira assinada (10,8%) e sem carteira (8,4%). Apesar disso, ambos continuam recebendo os piores rendimentos: R$ 811 (para os com carteira) e R$ 491 (para os sem carteira). Os militares e estatutários tiveram os menores ganhos (0,9%), mas continuam recebendo os maiores rendimentos médios (R$ 2.439).