DATAFOLHA MOSTRA VITÓRIA DE DILMA EM PRIMEIRO TURNO

Levantamento aponta que ela teria 42%, contra 21% de Aécio Neves e 15% de Eduardo Campos; se os candidatos fossem José Serra e Marina Silva, haveria segundo turno; no entanto, em todos os cenários, Dilma venceria seus oponentes; levantamento é o primeiro realizado após a mudança no quadro político, com a permanência de Serra no PSDB e a ida de Marina para o PSB
12 DE OUTUBRO DE 2013 ÀS 06:58
247 - O primeiro levantamento realizado após a migração de Marina Silva para o PSB e permanência de José Serra no PSDB, deixando o quadro sucessório com apenas três candidatos, mostra que, se as eleições fossem hoje, a presidente Dilma Rousseff venceria em primeiro turno. No entanto, por uma margem não muito confortável.
De acordo com o Datafolha, ela teria 42% das intenções de voto, contra 21% de Aécio Neves, do PSDB, e 15%, de Eduardo Campos. Ou seja: o PT teria 42% contra a soma de 36% dos adversários e uma leve mudança de humor poderia provocar um segundo turno.
O mesmo instituto também fez uma pesquisa substituindo Aécio por Serra e Campos por Marina. Nesta, Dilma teria 37%, contra 28% de Marina e 20% de Serra, ou seja, 37% para o PT e 48% para os adversários.
Foram também realizadas diversas simulações de segundo turno e, em todas, a presidente Dilma vence seus oponentes. Contra Marina, ganha por 47% a 41%. Contra Serra, por 51% a 33%. Contra Aécio, 54% a 31%. Contra Campos, 54% a 28%.
Confira, abaixo, os quatro cenários do Datafolha:
Cenário A
Dilma 42%
Aécio 21%
Campos 15%
PT 42%
Adversários 36%
Cenário B
Dilma 39%
Marina 29%
Aécio 17%
PT 39%
Adversários 46%
Cenário C
Dilma 40%
Serra 25%
Campos 15%
PT 40%
Adversários 40%
Cenário D
Dilma 37%
Marina 28%
Serra 20%
PT 37%
Adversários 48%
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/117587/Datafolha-mostra-vit%C3%B3ria-de-Dilma-em-primeiro-turno.htm
Levantamento aponta que ela teria 42%, contra 21% de Aécio Neves e 15% de Eduardo Campos; se os candidatos fossem José Serra e Marina Silva, haveria segundo turno; no entanto, em todos os cenários, Dilma venceria seus oponentes; levantamento é o primeiro realizado após a mudança no quadro político, com a permanência de Serra no PSDB e a ida de Marina para o PSB
12 DE OUTUBRO DE 2013 ÀS 06:58
247 - O primeiro levantamento realizado após a migração de Marina Silva para o PSB e permanência de José Serra no PSDB, deixando o quadro sucessório com apenas três candidatos, mostra que, se as eleições fossem hoje, a presidente Dilma Rousseff venceria em primeiro turno. No entanto, por uma margem não muito confortável.
De acordo com o Datafolha, ela teria 42% das intenções de voto, contra 21% de Aécio Neves, do PSDB, e 15%, de Eduardo Campos. Ou seja: o PT teria 42% contra a soma de 36% dos adversários e uma leve mudança de humor poderia provocar um segundo turno.
O mesmo instituto também fez uma pesquisa substituindo Aécio por Serra e Campos por Marina. Nesta, Dilma teria 37%, contra 28% de Marina e 20% de Serra, ou seja, 37% para o PT e 48% para os adversários.
Foram também realizadas diversas simulações de segundo turno e, em todas, a presidente Dilma vence seus oponentes. Contra Marina, ganha por 47% a 41%. Contra Serra, por 51% a 33%. Contra Aécio, 54% a 31%. Contra Campos, 54% a 28%.
Confira, abaixo, os quatro cenários do Datafolha:
Cenário A
Dilma 42%
Aécio 21%
Campos 15%
PT 42%
Adversários 36%
Cenário B
Dilma 39%
Marina 29%
Aécio 17%
PT 39%
Adversários 46%
Cenário C
Dilma 40%
Serra 25%
Campos 15%
PT 40%
Adversários 40%
Cenário D
Dilma 37%
Marina 28%
Serra 20%
PT 37%
Adversários 48%
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/117587/Datafolha-mostra-vit%C3%B3ria-de-Dilma-em-primeiro-turno.htm
QUARENTA, VINTE, VINTE
Esses são números hipotéticos para 2014. Dúvida 1: haverá segundo turno? Dúvida 2: quem vai?
As novas pesquisas eleitorais, que sairão nas próximas horas, certamente não mostrarão esses números. A tendência é que, sem Marina Silva no páreo, elas indiquem a vitória em primeiro turno de Dilma Rousseff, que provavelmente herdaria parte significativa dos votos da ex-senadora.
No entanto, como ainda falta um ano para as eleições presidenciais, há tempo suficiente para que Marina Silva diga a seus admiradores, muitos da chamada “geração milênio”, que o governador pernambucano Eduardo Campos é um cara legal, liderando, assim, a transferência de seu capital político para o novo aliado.
Sendo bem-sucedida essa operação, é bastante provável que o presidente do PSB cresça ao longo dos próximos meses e atinja um índice de intenção de votos próximo ou superior a 20% – semelhante ao que Marina tem hoje em alguns cenários.
Da mesma forma, não é razoável imaginar que o senador Aécio Neves não conseguirá chegar também à casa dos 20%, com o PSDB, que ainda representa boa parte da classe média brasileira, à frente de Estados importantes, como São Paulo, Minas, Goiás e Paraná. Basta dizer que, em 2002, José Serra teve 23,19% no primeiro turno; em 2006, Geraldo Alckmin alcançou surpreendentes 41,64%; e, em 2010, Serra atingiu 32,6% – o que significa que os números atuais de Aécio ainda traduzem um baixo conhecimento sobre o candidato.
Portanto, a tendência é que, em outubro de 2014, Dilma esteja na casa dos 40%, como ocorreu com ela em 2010 e com Lula nas outras duas eleições vencidas pelo PT, e que seus dois adversários estejam lutando cabeça a cabeça pelo segundo lugar. Nesse cenário, com a falta de outras candidaturas competitivas, a dúvida número 1 será se haverá ou não segundo turno. A segunda, quem vai.
Eduardo Campos talvez represente hoje uma ameaça maior ao PT, porque o apoio do PSDB a ele num eventual round decisivo seria inevitável. A recíproca, no entanto, não é verdadeira e o PSB, aliado histórico do PT, teria dificuldades para abraçar um projeto tucano num duelo entre Aécio e Dilma. De todo modo, o que o novo quadro político revela é simples: mais do que nunca, para o PT, vencer no primeiro turno tornou-se uma questão, se não de vida ou morte, crucial.
No entanto, como ainda falta um ano para as eleições presidenciais, há tempo suficiente para que Marina Silva diga a seus admiradores, muitos da chamada “geração milênio”, que o governador pernambucano Eduardo Campos é um cara legal, liderando, assim, a transferência de seu capital político para o novo aliado.
Sendo bem-sucedida essa operação, é bastante provável que o presidente do PSB cresça ao longo dos próximos meses e atinja um índice de intenção de votos próximo ou superior a 20% – semelhante ao que Marina tem hoje em alguns cenários.
Da mesma forma, não é razoável imaginar que o senador Aécio Neves não conseguirá chegar também à casa dos 20%, com o PSDB, que ainda representa boa parte da classe média brasileira, à frente de Estados importantes, como São Paulo, Minas, Goiás e Paraná. Basta dizer que, em 2002, José Serra teve 23,19% no primeiro turno; em 2006, Geraldo Alckmin alcançou surpreendentes 41,64%; e, em 2010, Serra atingiu 32,6% – o que significa que os números atuais de Aécio ainda traduzem um baixo conhecimento sobre o candidato.
Portanto, a tendência é que, em outubro de 2014, Dilma esteja na casa dos 40%, como ocorreu com ela em 2010 e com Lula nas outras duas eleições vencidas pelo PT, e que seus dois adversários estejam lutando cabeça a cabeça pelo segundo lugar. Nesse cenário, com a falta de outras candidaturas competitivas, a dúvida número 1 será se haverá ou não segundo turno. A segunda, quem vai.
Eduardo Campos talvez represente hoje uma ameaça maior ao PT, porque o apoio do PSDB a ele num eventual round decisivo seria inevitável. A recíproca, no entanto, não é verdadeira e o PSB, aliado histórico do PT, teria dificuldades para abraçar um projeto tucano num duelo entre Aécio e Dilma. De todo modo, o que o novo quadro político revela é simples: mais do que nunca, para o PT, vencer no primeiro turno tornou-se uma questão, se não de vida ou morte, crucial.