247 - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou, em entrevista ao jornal Brasil Econômico, nesta segunda-feira (14), que torce para que o programa Mais Médicos não seja usado como tema eleitoral. "Foi um esforço de todos os prefeitos, de todos os partidos. Ele só se transforma em um tema eleitoral se a oposição cometer o erro de atacar esse programa. Será um erro duplo porque vai atacar um programa que é uma necessidade para o país e que foi solicitado por prefeitos também da oposição", afirma.
Para Padilha, a chegada dos médicos cubanos é um esforço que da presidente Dilma Rousseff (PT) que será reconhecido pela população."Ela vai enfrentar o processo de reeleição com um conjunto de ações que mostram, por um lado, que ela deu continuidade às mudanças iniciadas como presidente Lula. Por outro lado, o país subiu de patamar com ela. Há investimentos na área de educação, como o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego). Há também investimentos sendo feitos na expansão das universidades públicas federais. E existe essa sensibilidade que ela teve na área da saúde. Não é qualquer presidente que tem a coragem que ela teve de lançar um programa como o Mais Médicos, enfrentando interesses da categoria. Quando lançou o programa, ela estava consciente da polêmica que seria e do debate que estaria provocando", avalia.
Segundo o ministro, o Mais Médicos é o primeiro passo de uma grande mudança que tem que se fazer na Saúde do país. "É um passo extremamente corajoso. A presidente Dilma Rousseff colocou a saúde de milhões de brasileiros que não têm médico em primeiro lugar, antes de qualquer outro interesse desses grupos ou de qualquer posição legítima das instituições que representam a classe. Mas o programa não trata apenas desse tema. A primeira ação prevê investimento nas Unidades Básicas de Saúde. O programa vai colocar R$ 15 bilhões em infraestrutura das unidades, para equipá-las. Serão construídos 14 novos hospitais e as UPAs 24 horas serão concluídas. Vamos abrir vagas de Medicina em número suficiente para que em 2021 o Brasil tenha o mesmo número de médicos por mil habitantes que a Inglaterra tem hoje. O Brasil tem hoje 1,8 médicos por mil habitantes, e a Inglaterra, 2,7", explica.