PSB CONTRA-ATACA: CANDIDATO EM 2014 É CAMPOS
Após falatório de Marina Silva na mídia, que se colocou como candidata à presidência, sigla reage: "Não tem isso de discutir lá na frente posição na chapa. A candidatura posta é a de Eduardo e ela vai até o dia da eleição. A cabeça de chapa se chama Eduardo Henrique Accioly Campos e esse será o nome na urna no dia da eleição", afirmou o secretário-geral do PSB, Carlos Siqueira; senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) também descartou outras 'possibilidades' para 2014: "Os que apostarem em uma disputa entre Eduardo e Marina vão perder. Não tenho nenhuma dúvida de que a Marina fez opção pela candidatura do Eduardo, e essa candidatura vai até o fim"
10 DE OUTUBRO DE 2013 ÀS 05:40
247 – Após a repercussão negativa da série de declarações de Marina Silva sobre o futuro do PSB nas eleições de 2014, em detrimento ao projeto de Eduardo Campos, o partido reagiu publicamente em defesa do governador de Pernambuco. Em entrevista à Folha, a ex-senadora recém-filiada ao partido disse que tanto ela quanto Campos são "possibilidades" para a disputa.
"Não tem isso de discutir lá na frente posição na chapa. A candidatura posta é a de Eduardo e ela vai até o dia da eleição. A cabeça de chapa se chama Eduardo Henrique Accioly Campos e esse será o nome na urna no dia da eleição", afirmou o secretário-geral do PSB, Carlos Siqueira, segundo reportagem da Folha.
O senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) também negou a possibilidade de que o governador possa vir a ceder a vaga a Marina, a depender das circunstâncias.
"Os que apostarem em uma disputa entre Eduardo e Marina vão perder. Não tenho nenhuma dúvida de que a Marina fez opção pela candidatura do Eduardo, e essa candidatura vai até o fim."
Só nesta quarta-feira, Marina estampo a capa de três jornais com mensagens negativas à imagem de Eduardo Campos.
Na Folha, Marina se colocou como candidata à presidência, negando o que havia dito no próprio sábado, quando o pacto Rede-PSB foi anunciado. No Globo, contestou alianças pragmáticas de Campos e disse que "não há lugar para inimigos históricos" em seu partido, referindo-se a Ronaldo Caiado, (DEM-GO) como se o PSB já fosse dela.
No Estado de S. Paulo, mais grave ainda, confirmou ter dito que seu movimento visava combater o "chavismo" do PT. "Quando me referi à ideia do chavismo foi no espaço do comportamento político, de que não possa prosperar outra força política", disse ela.
O falatório, além de constranger o partido, também já causou rachas em alianças. O DEM de Ronaldo Caiado retirou o apoio a Eduardo Campos em 2014. O líder do Democratas na Câmara dos Deputados rebateu através de nota os ataques a ele perpetrados. “É preocupante que alguém que postula a Presidência da República seja intolerante e hostil exatamente ao setor mais produtivo da economia, responsável por 23% do PIB e por mais de um terço dos empregos formais do país”, disse Caiado, ao sugerir que a crítica direcionada a ele reflete o “preconceito” da líder da Rede Sustentabilidade com os produtores rurais brasileiros.
http://www.brasil247.com/pt/247/pernambuco247/117343/PSB-contra-ataca-candidato-em-2014-%C3%A9-Campos.htm
Após falatório de Marina Silva na mídia, que se colocou como candidata à presidência, sigla reage: "Não tem isso de discutir lá na frente posição na chapa. A candidatura posta é a de Eduardo e ela vai até o dia da eleição. A cabeça de chapa se chama Eduardo Henrique Accioly Campos e esse será o nome na urna no dia da eleição", afirmou o secretário-geral do PSB, Carlos Siqueira; senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) também descartou outras 'possibilidades' para 2014: "Os que apostarem em uma disputa entre Eduardo e Marina vão perder. Não tenho nenhuma dúvida de que a Marina fez opção pela candidatura do Eduardo, e essa candidatura vai até o fim"
10 DE OUTUBRO DE 2013 ÀS 05:40
247 – Após a repercussão negativa da série de declarações de Marina Silva sobre o futuro do PSB nas eleições de 2014, em detrimento ao projeto de Eduardo Campos, o partido reagiu publicamente em defesa do governador de Pernambuco. Em entrevista à Folha, a ex-senadora recém-filiada ao partido disse que tanto ela quanto Campos são "possibilidades" para a disputa.
"Não tem isso de discutir lá na frente posição na chapa. A candidatura posta é a de Eduardo e ela vai até o dia da eleição. A cabeça de chapa se chama Eduardo Henrique Accioly Campos e esse será o nome na urna no dia da eleição", afirmou o secretário-geral do PSB, Carlos Siqueira, segundo reportagem da Folha.
O senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) também negou a possibilidade de que o governador possa vir a ceder a vaga a Marina, a depender das circunstâncias.
"Os que apostarem em uma disputa entre Eduardo e Marina vão perder. Não tenho nenhuma dúvida de que a Marina fez opção pela candidatura do Eduardo, e essa candidatura vai até o fim."
Só nesta quarta-feira, Marina estampo a capa de três jornais com mensagens negativas à imagem de Eduardo Campos.
Na Folha, Marina se colocou como candidata à presidência, negando o que havia dito no próprio sábado, quando o pacto Rede-PSB foi anunciado. No Globo, contestou alianças pragmáticas de Campos e disse que "não há lugar para inimigos históricos" em seu partido, referindo-se a Ronaldo Caiado, (DEM-GO) como se o PSB já fosse dela.
No Estado de S. Paulo, mais grave ainda, confirmou ter dito que seu movimento visava combater o "chavismo" do PT. "Quando me referi à ideia do chavismo foi no espaço do comportamento político, de que não possa prosperar outra força política", disse ela.
O falatório, além de constranger o partido, também já causou rachas em alianças. O DEM de Ronaldo Caiado retirou o apoio a Eduardo Campos em 2014. O líder do Democratas na Câmara dos Deputados rebateu através de nota os ataques a ele perpetrados. “É preocupante que alguém que postula a Presidência da República seja intolerante e hostil exatamente ao setor mais produtivo da economia, responsável por 23% do PIB e por mais de um terço dos empregos formais do país”, disse Caiado, ao sugerir que a crítica direcionada a ele reflete o “preconceito” da líder da Rede Sustentabilidade com os produtores rurais brasileiros.
http://www.brasil247.com/pt/247/pernambuco247/117343/PSB-contra-ataca-candidato-em-2014-%C3%A9-Campos.htm
JANIO: MARINA DEU FACADA NAS COSTAS DE CAMPOS
Segundo colunista da Folha, frase "nós dois somos possibilidades e sabemos disso", emitida pela ex-ministra em entrevista é clara e objetiva admissão de candidatura própria
10 DE OUTUBRO DE 2013 ÀS 06:58
247 – Colunista da Folha, Janio de Freitas diz que entrevista de Marina Silva sobre possibilidade de ser candidata em 2014 é uma faca nas costas de Eduardo Campos. Leia:
O não dito pelo dito
O não dito pelo dito
A frase 'nós dois somos possibilidades', emitida por Marina, atinge Eduardo Campos pelas costas
A frase "nós dois somos possibilidades e sabemos disso", emitida por Marina Silva, é a precipitação talvez involuntária, mas certamente sincera e sem dúvida verdadeira, de um desmentido que atinge Eduardo Campos e sua candidatura pelas costas.
É clara e objetiva a admissão de candidatura própria na frase de Marina Silva, recolhida por Ranier Bragon e Matheus Leitão (Folha de ontem). Frase que não ficou contida por mais do que umas 24 horas após a revelação, pelo intermediário da entrada de Marina Silva no PSB, de que Eduardo Campos recebeu com resistência a proposta de adesão, preocupado em salvaguardar sua candidatura. Argumentou que não poderia retirá-la, e perguntou: "Vou ser constrangido?" [a retirá-la].
Resposta contada aos mesmos repórteres pelo próprio interlocutor de Eduardo Campos, deputado Walter Feldman: "Eu disse: A Marina pretende te apoiar, você não será constrangido a retirar sua candidatura, queremos uma aliança programática. Estamos no seu projeto".
Em texto dos dois entrevistadores: "Segundo relato do deputado, ele disse ao governador que Marina não tinha essa intenção [JF: de ser a candidata à Presidência] e que pretendia (mesmo com 26% das intenções de voto na última pesquisa Datafolha) apoiar o pessebista, com apenas 8%".
Ainda na relato de Feldman, Eduardo Campos relutou ante a sugestão de um encontro com Marina Silva, temeroso de desgaste se a conversa fracassasse. Por fim concordou, foi encontrá-la em Brasília, e nenhuma candidatura esteve sob condição.
Mas está. Desde já. Ou, quem sabe, desde antes. Eis o trecho todo nas palavras de Marina Silva:
"Para nós, não interessa agora ficar discutindo as posições. Nós dois somos possibilidades e sabemos disso. Que possibilidade seremos, o processo irá dizer e estamos abertos a esse processo".
Bem nítido: "Não interessa [discutir] AGORA", o mesmo que dizer da expectativa já existente de discutir a questão adiante. Quando? Não será Eduardo Campos a ter a palavra a respeito. Nem será o PSB que a decidir. "O processo irá dizer." E, mais do que falar por si, Marina se permite falar pelo próprio Campos: "ESTAMOS abertos a esse processo".
O oposto do assegurado a Eduardo Campos, como relatado por seu interlocutor, intermediário de Marina Silva e testemunha do encontro, Walter Feldman, que deixou o PSDB para acompanhar sua líder no projeto via PSB.
A situação de Eduardo Campos não deixa de ter graça. Ele começa a mostrar-se a verdadeira Dilma Rousseff imaginada nas tantas loas à jogada "brilhante e inovadora" de Marina Silva ao incorporar-se à candidatura do PSB, contra a da presidente à reeleição. Ao menos desde ontem pela manhã, quando publicada a entrevista de sua nova associada, Eduardo Campos só pode ser um exemplo de apreensão. Mas sorridente, muito sorridente. Obrigado a sorrir, a repetir-se feliz com o acordo e, claro, absolutamente confiante no apoio de Marina. E, quanto mais se mostre assim, mais será o contrário.
Até por uma possível dor nas costas.