Nosso objetivo não é engrandecer um homem, o Presidente Lula, mas homenagear, como brasileiro que ama esta terra e esta gente, o que este homem tem provado, em pouco tempo, depois de tanto preconceito e perseguição ideológica, do que somos capazes diante de nós mesmos, e do mundo, e que não sabíamos, e não vivíamos isto, por incompetência ou fraude de tudo e todos que nos governaram até aqui. Não engrandecemos um homem, mas o que ele pagou e tem pago, para provar do que somos.
Foi aí então que todos saíram à caça do apoio do Itaú e dos 16% de Marina nas pesquisas de Marina e seu projeto político diferenciado . O ecológico PEN se ofereceu todo, o conservador PTB flertou, o quase-tucano PPS implorou. Mas quem acabou conquistando o coração de Marina foram os olhos verdes de Eduardo Campos do PSB. Sim, o PSB, uma legenda que leva socialismo no nome, mas que é ligada ao agrobusiness, à Família Bornhausen, ao Ronaldo Caiado, ao Heráclito Fortes e a toda uma turma do bem que vem fazendo a diferença na política nacional.
Definida a decisão do TSE, nossa guerreira passou a mão no telefone e ligou para Dudu:
A euforia do socialista é compreensível se levarmos em conta o esforço que tem feito para se desvincular do governo - do qual fez parte por uma década - e criar uma candidatura capaz de impedir a reeleição de Dilma.
Além dos quase 20% de intenções de voto, Campos traz pro partido toda a força política e econômica incorporada por Marina na REDE, ou seja: o Itaú, a Natura, os artistas globais, os amantes da natureza, alguns tucanos, alguns psolistas, os ursinhos carinhosos e todos os usuários da tag#AcordaBrazil.
O cenário vai ficando cada vez mais complicado para o governo que contava com a fatura liquidada no primeiro turno, como apontavam as pesquisas. Essa grande frente oposicionista, que batizei de"Frente itaú-guarani-kaiowá-naturassocialista-pentescotal dos últimos dias", tem tudo pra levar a decisão pro segundo turno.
— Nós (REDE) somos o primeiro partido clandestino criado em plena democracia. (...) E o PSB é um partido sério. A minha briga, neste momento, não é para ser presidente da República, é contra o PT e o chavismo que se instalou no Brasil
Eduardo Campos instalando o chavismo no Brasil. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
O curioso é que há uma semana, Zé Serra externou a mesmíssima preocupação:
"A minha prioridade é derrotar o PT, cuja prática e projeto já comprometem o presente e ameaçam o futuro do Brasil"
Incrível como nossos oposicionistas estão afinados na reginaduartização do discurso, não? Mas o que mais me espanta em Marina é a forma corajosa com que afirma:
Marina combate o pragmatismo político levando a REDE pro colo do ex-governista PSB, um partido ligado ao agronegócio tão combatido pela turma da...REDE. Também combate o chavismo se aliando a um histórico parceiro político e econômico de...Chávez. Tá aí o Raul Jungman (PPS) que não me deixa mentir com esse tweet de 2010:
Ao insistir que a aliança não é pragmática, Marina fez muitos se lembrarem de Wanderney, o antigo personagem do Casseta e Planeta que, ao ser flagrado na sauna gay, gritava: "Eu não sou gay! Eu não sou gay! Juro que não sou!"
Em entrevista, ela afirma que, embora candidatura de Eduardo Campos esteja "posta", ela também seria uma "possibilidade"; "Para nós não interessa agora ficar discutindo as posições. Nós dois somos possibilidades e sabemos disso. Que possibilidade seremos o processo irá dizer"; isso significa que simulações eleitorais com seu nome continuarão sendo feitas, criando eventuais constrangimentos para o PSB; ela já está até expulsando aliados, como Ronaldo Caiado; colunista Fernando Rodrigues diz que Marina e Campos estão "desafinados"; Editorial da Folha já prevê substituição dele pela ex-ministra
9 DE OUTUBRO DE 2013 ÀS 05:56
247 – Desde que se filiou ao PSB em apoio à candidatura de Eduardo Campos, Marina Silva não perde uma oportunidade para assumir a dianteira do partido na discussão sobre 2014 e assim criar constrangimento para seus novos partidários.
A edição desta quarta-feira da Folha aponta indícios de que essa aliança não vai funcionar. Em entrevista ao jornal, Marina reabriu a possibilidade de voltar à disputa: "Para nós não interessa agora ficar discutindo as posições. Nós dois somos possibilidades e sabemos disso. Que possibilidade seremos o processo irá dizer e estamos abertos a esse processo."
Ela deixou claro que a fase no PSB é transitória: “A Rede não está se fundindo com o PSB, não sou uma militante do PSB. É uma filiação democrática transitória. Sou a porta-voz da Rede, militante da Rede. Meu partido é a Rede.”
Leia outros destaques:
Disputa de 2014
Estou partindo do princípio que a candidatura dele está posta. Se a aliança prospera com ele, e a candidatura dele posta, a Rede terá ali o caminho da sua viabilização. Para nós não interessa agora ficar discutindo as posições. Nós dois somos possibilidades e sabemos disso. Que possibilidade seremos o processo irá dizer, e estamos abertos a esse processo. Mas se você me pergunta qual é a minha prioridade, é a de que prospere o programa, a aliança, e que a gente possa, a partir do que foi sinalizado, ter a candidatura que já estava posta.
Vice de Campos
A minha possibilidade é de trabalhar para que o programa e a candidatura que o Eduardo Campos hoje representa assuma compromissos com a sustentabilidade política, social, ambiental, cultural, esse é o meu compromisso, essa é a minha cobrança. Em nenhum momento falei de lugar na chapa, a única coisa que fiz foi dizer: reconheço a sua candidatura, e gostaria de saber se há disposição para aprofundarmos uma coligação programática, aonde faço uma filiação ao PSB para registrar formalmente essa aliança programática'.
Caiado
O Caiado e eu somos tão coerentes que, se a aliança prosperar comigo, ele mesmo vai pedir para sair, se é que não está pedindo.
Para o colunista da Folha, Fernando Rodrigues, os dois candidatos já demonstram estar “desafinados”:
Desafinados
BRASÍLIA - Demorou pouquíssimo para surgirem as contradições na recém-anunciada aliança eleitoral entre Marina Silva e Eduardo Campos.
Indagada por Ranier Bragon e Matheus Leitão sobre quem dessa coalizão será o candidato a presidente, Marina fez inúmeras ressalvas. Depois, foi direta: "Nós dois somos possibilidades e sabemos disso".
Marina não disse nada de novo. Apenas vocalizou uma hipótese que habita a cabeça de todos os que acompanham política. Na última pesquisa do Datafolha, em agosto, ela tinha 28% das intenções de voto. Eduardo Campos pontuava 8%. Agora, ambos estão no mesmo partido, o PSB. Qual é a lógica para inverter a posição dos dois políticos --Marina sendo vice de Eduardo-- ao formar a chapa presidencial em 2014?
Esse dilema flutuará por muito tempo entre os integrantes do PSB e da Rede Sustentabilidade. É improvável ter a resposta definitiva antes de junho do ano que vem, data-limite para o registro de candidaturas.
Coerente com suas posições, Marina Silva disse ser contra qualquer tipo de aliança para obter mais tempo de TV. Quer evitar jogar "o futuro da nação nas mãos daqueles que não entendem a lógica de que o governar juntos' não pode ser feito com base no toma lá, dá cá'".
Ocorre que Eduardo Campos tem pré-alianças heterodoxas já firmadas. Por exemplo, com o deputado Ronaldo Caiado, um ruralista do Democratas de Goiás. Pragmático, o goiano se antecipou sobre a nova realidade: "Marina Silva não me causa nenhum desconforto".
Marina teve reação diversa. Disse enxergar coerência em Ronaldo Caiado, a quem quase indicou a porta da rua: "Ele mesmo vai pedir para sair, se é que não está pedindo".
Ou seja, a dupla Marina-Eduardo não sabe quem será candidato a presidente nem quem será aceito na aliança. Falta afinar o discurso para converter em apoios o fato político protagonizado no sábado passado.
No editorial, jornal de Otavio Frias já prevê substituição de Campos pela ex-ministra:
Signo da surpresa
União de Marina e Campos é fato inesperado que tira opositores e até aliados da zona de conforto; maior novidade pode estar por vir
Sem que tenham enterrado a "velha política", como dizem pretender, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e sobretudo a ex-senadora Marina Silva conseguiram ao menos criar um fato novo --e inesperado-- para a disputa presidencial de 2014.
Como reconheceram, por exemplo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador mineiro Aécio Neves (PSDB), a aliança Marina-Campos, anunciada no sábado, nasceu sob o signo da surpresa. Talvez por essa razão, tem provocado mais dúvidas que certezas e transformou-se no principal assunto político dos últimos dias.
Não é pouca coisa. Marina parecia caminhar para uma escolha ingrata entre sair da cena eleitoral e acomodar-se em uma legenda de aluguel, enquanto Campos não mostrava sinais de vigor nas pesquisas de intenção de voto.
Juntos, conseguiram incomodar PT e PSDB, que agora se dedicam a realizar uma espécie de auditoria com todos os seus aliados.
Em São Paulo, a esperada adesão do PSB de Campos à campanha de reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB) pode não se concretizar. Entraram no mesmo compasso de espera acordos semelhantes encaminhados pelos dois partidos em outros dez Estados. Quanto ao PT, deve perder o apoio dos socialistas na Bahia.
A incerteza em relação a mudanças nas peças eleitorais não é exclusiva de petistas e tucanos. O próprio PSB foi pego de surpresa. "Vamos afinar a viola. Evidente que teremos ajustes. (...) Revisão não significa que vai mudar", diz o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), líder da sigla na Câmara.
Entre os ditos sonháticos envolvidos na fracassada criação da Rede Sustentabilidade, o impacto do inesperado tem outro gosto. Em mensagens trocadas no final de semana, alguns disseram estar "constrangidos" e "desolados" com o gesto de Marina.
Não sem razão. Da política internacional ao Código Florestal, passando pelo porto de Suape (PE) e pelas doações eleitorais, são muitos os pontos de divergência entre Marina e o PSB de Campos.
Os dois ainda precisarão entrar em um acordo quanto a eventuais alianças destinadas a ampliar o tempo de propaganda na TV. Segundo projeções atuais, o PSB teria menos de 2 minutos a cada bloco de 25 minutos. É muito pouco. Dilma Rousseff (PT) terá cerca de 12 minutos, e Aécio Neves, 4.
Com exposição tão pequena, Eduardo Campos, desconhecido no plano nacional, dificilmente conseguirá crescer. Marina Silva, com sabido capital eleitoral, está em patamar bem mais elevado. Embora muito se diga que o presidente do PSB será candidato, ele mesmo sabe que a principal surpresa pode ainda estar por vir.
Ao se colocar como potencial candidata, em entrevista à Folha, é evidente que Marina plantou a divisão entre os socialistas; para o Uol, no entanto, ex-senadora evitou o choque; cuma?
9 DE OUTUBRO DE 2013 ÀS 07:56
247 – O portal de notícias Uol, do grupo Folha de Otavio Frias, interpretou a entrevista de Marina Silva ao jornal - que já aponta discordâncias com o projeto inicial de Eduardo Campos à presidência no PSB - como uma não colisão.
Segundo o site, a ex-senadora, que tem claramente criado constrangimentos para o governador de Pernambuco e até sugerido a expulsão de partidários do PSB, evitou o choque. Que parte do recado de Marina o Uol não entendeu?
Segundo senadora recém-filiada ao PMDB, ex-ministra colaborou para que alguns preconceitos fossem construídos com relação ao produtor rural brasileiro como um destruidor do meio ambiente; “E não somos isso. Produzimos uma das maiores agriculturas do planeta em apenas 27% do território nacional", afirma; ela diz torcer para que o presidenciável Eduardo Campos (PSB) pense de forma diferente
9 DE OUTUBRO DE 2013 ÀS 06:16
247 – A líder ruralista no Congresso, senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), levantou a bandeira em oposição a Maria Silva. Em entrevista à Folha e ao UOL, ela disse ontem que seria "desastroso" o sucesso dela na eleição de 2014, ao lado de Eduardo Campos (PSB).
"Ela [Marina] fez um artigo na Folha dizendo o quanto o setor [do agronegócio] é retrógrado. Colaborou para que alguns preconceitos fossem construídos com relação ao produtor rural brasileiro como um destruidor do meio ambiente. E não somos isso. Produzimos uma das maiores agriculturas do planeta em apenas 27% do território nacional", afirma a senadora, que disse torcer para que Campos pense de forma diferente.
Kátia Abreu se filiou recentemente ao PMDB, depois de ter passado dois anos no PSD, e tem sido uma interlocutora assídua de Dilma. Em comparação com Lula, ela diz que "Dilma é uma gestora, ela tem mais ação": "Nós tivemos a votação do Código Florestal. Tentamos durante oito anos do governo Lula. Não foi possível. Mas no governo da presidente Dilma, nos primeiros dois anos, nós conseguimos votar".
REDE BRASIL ATUAL: MARINEIROS PEDEM "FORA, CAMPOS"
Marineiros começaram a disparar panfletos virtuais, iniciando uma campanha viral com a mensagem: "Entre nessa campanha você também. Não quero Eduardo Campos, quero Marina Silva. Curta e Compartilhe!"; segundo jornalista Helena Sthephanowitz, opiniões que alimentam essa desconfiança não faltam: o ex-candidato à Presidência da República pelo Psol Plínio de Arruda Sampaio disse em alto e bom som: "Se Eduardo não se cuidar, a Marina passa a perna nele. Ela é muito esperta e pode tirar a candidatura dele. A Marina é carreirista"
Diz a sabedoria popular que casamentos por interesse, e não por amor, costumam ter dois dias felizes: o da cerimônia e o do divórcio. Passada a festa começam a aparecer os problemas em escala crescente.
No "casamento" político de fachada entre Marina Silva e o PSB de Eduardo Campos, com o divórcio já anunciado para depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oficializar a criação do partido Rede Sustentabilidade, já começam a aparecer as divergências.
Nas redes sociais nota-se o sentimento de decepção da grande maioria dos "sonháticos". Outros, ainda mal informados, acreditam que Marina Silva entrou no PSB para continuar candidata a presidente, ignorando que o partido já tem dono e candidatura própria. E uma minoria, de entusiastas da candidatura da ex-senadora, já faz uma guerrilha virtual para impor o nome de Marina na cabeça da chapa, defenestrando o projeto político de Eduardo Campos.
Alguns marineiros não perderam tempo. No próprio sábado (5) – dia da festança de casamento –, antes mesmo de, digamos, partir o bolo, começaram a disparar panfletos virtuais, iniciando uma campanha viral com a mensagem: "Entre nessa campanha você também. Não quero Eduardo Campos, quero Marina Silva. Curta e Compartilhe!".
Nas recentes pesquisas eleitorais, Marina Silva aparece com até seis vezes mais intenções de votos do que Campos, dependendo do cenário simulado. Se esse quadro persistir por mais alguns meses (e há grande probabilidade de que persista), as pressões para Marina encabeçar a chapa devem crescer, complicando a vida de Campos – o que pode provocar sérias discussões domésticas sobre a relação.
Opiniões que alimentam essa desconfiança não faltam. Por exemplo, o ex-candidato à Presidência da República pelo Psol Plínio de Arruda Sampaio disse em alto e bom som: "Se Eduardo não se cuidar, a Marina passa a perna nele. Ela é muito esperta e pode tirar a candidatura dele. A Marina é carreirista."
O jornalista Paulo Moreira Leite, da revista IstoÉ, já especula o deslocamento de Eduardo Campos para uma candidatura ao Senado por Pernambuco, cedendo a candidatura presidencial para Marina Silva, como uma saída honrosa para Campos, caso não decole, sem se queimar entre seus seguidores.
É uma lógica política meio enviesada, mas obedece à mesma lógica de conveniência da entrada de Marina no PSB, caso Campos se sentir que sairá menor do que entrou no processo eleitoral, se queimando para o futuro.
Só não obedece à lógica da confiança do eleitor, diante de tanto malabarismo por ambições políticas pessoais, em detrimento dos interesses coletivos da população, e pior ainda, contrariando toda a pregação de Marina contra a "velha política", que antecedeu o casório.
A ex-senadora, que viu seu projeto principal, o Rede Sustentabilidade, naufragar, tenta transplantar ideais "sonháticos" para um partido pragmático, que já realizou diversas alianças com vistas a fortalecer os palanques regionais de Eduardo Campos; elas incluíram até nomes polêmicos como de Ronaldo Caiado e Paulo Bornhausen; Marina diz que “todo o processo anterior agora não terá mais a mesma continuidade, que agora tem um outro fato político"; ela terá força para conter acordos do PSB?
8 DE OUTUBRO DE 2013 ÀS 21:15
247 – A ex-senadora Marina Silva, filiada desde o último sábado (8) ao PSB, já começa a mostrar que tem potencial para criar problemas para o presidenciável Eduardo Campos, de quem deverá ser candidata a vice-presidente. Em entrevista ao jornalista Josias de Souza, do UOL, ela diz não admitir a celebração de alianças partidárias a qualquer preço. Segundo Marina, os apoios que Campos já costurava deverão ser repensados.
“Não pode ser o tempo de televisão que vai nos aprisionar a uma lógica política que não nos dá a chance de mudar. Se for para ganhar para continuar refém da velha República, para governar tendo que distribuir pedaços do Estado, preso em uma lógica que não coloca em primeiro lugar os interesses estratégicos do país, então, não precisa ganhar. Isso já tem quem está fazendo”, disse.
Questionada sobre as negociações que o PSB estava fazendo com o PDT de Carlos Lupi e o PTB de Roberto Jefferson, Marina disse que desafio da sua nova legenda é colocar o “compromisso programático em primeiro lugar”. Segundo ela, “todo o processo anterior agora não terá mais a mesma continuidade, que agora tem um outro fato político, uma inflexão que terá que ser metabilizada dentro do PSB”.
“Uma coisa era o Eduardo com todas as dificuldades, em uma lógica que eu desconheço, porque não estava convivendo com ela, viabilizando sua candidatura. Outra coisa foi o movimento que ele fez na direção de buscar aprofundar em primeiro lugar o compromisso programático. Isso com certeza é o grande desafio que está colocado para o PSB”, disse.
E vai mais fundo: “eu, com 1 minuto e 20 segundos de televisão, tive 19% dos votos.” E acentua: “Não pode ser o minuto de televisão, 30 segundos de televisão, que faz com que a gente jogue o futuro da nação nas mãos daqueles que não entendem a lógica de que o governar juntos não pode ser feito em base no toma-lá-dá-cá. Eu dizia na campanha de 2010 que eu preferia perder ganhando do que ganhar perdendo. E eu continuo com o mesmo ponto de vista. É preferível perder ganhando do que ganhar perdendo”.
Maria Osmarina Silva Vaz de Lima, a Marina Silva, é a incompetência vestida de verde ou laranja, talvez as duas cores juntas, e simboliza tudo aquilo que caminha e não sai do lugar
Vamos ao ponto. Maria Osmarina Silva Vaz de Lima, a Marina Silva, é a incompetência vestida de verde ou laranja, talvez as duas cores juntas, e simboliza tudo aquilo que caminha e não sai do lugar. É como se ela andasse em uma esteira, porque o problema de Marina é a sua pretensão de falar sobre as questões brasileiras, ao tempo que ao fazer suas considerações ela não diz nada com coisa nenhuma, assim como se expressam, igualmente, seus correligionários mais próximos, a exemplo de Alfredo Sirkis e os bajuladores e matreiros Miro Teixeira, Roberto Freire, Cristovam Buarque e Rodrigo Rollemberg, bem como o maior quinta-coluna dos últimos tempos, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, aquele que no programa eleitoral do PSB pede "respeito", sem, contudo, respeitar seus aliados históricos e a aliança de 25 anos com o PT e o PC do B.
No sábado, a ex-candidata a presidente e tucana de bico verde, Marina Silva, e o quinta-coluna, Eduardo Campos, político que remonta à golpista e reacionária UDN, afinal o PSB nos seus primórdios contava em seus quadros com udenistas e direitistas empedernidos, lançaram a chapa do PSB à presidência da República, sendo que Marina Silva se filiou ao PSB para ser candidata a vice-presidente, porque a Rede Sustentabilidade, partido que ela tentou criar para tentar concretizar seus desejos políticos e ambições pessoais foi rejeitado pelo TSE, porque Marina, incompetente, ideologicamente confusa e enfadonhamente prolixa não conseguiu as 50 mil assinaturas necessárias para que a Rede pudesse ser legalizada e, por sua vez, competir nas próximas eleições de 2014. Enquanto isso, os partidos PROS e Solidariedade foram legalmente aprovados pelo TSE, porque quem se organiza colhe bons resultados, o que, definitivamente, não é o caso de Marina e de seus apoiadores rancorosos, que apostam em qualquer um para verem o PT fora do poder.
Marina teve todo o tempo, mas não conseguiu criar o partido Rede, o que deixou os mundos político e jurídico estupefatos, porque a incompetência dela e dos que estão a participar de seu projeto é irremediavelmente surreal, tanto o é que alguns ministros do TSE, notadamente a presidente Carmem Lúcia, consideraram um absurdo a ecológica Marina Silva ter dado declarações à imprensa de mercado desconcatenadas da realidade, com o propósito de pressionar os juízes a conceder o registro à Rede Sustentabilidade mesmo sem o partido de Marina estar legalmente a cumprir as leis, bem como não comprovou a autenticidade de dezenas de milhares de assinaturas para que a Rede fosse formalizada e, por seu turno, poder concorrer às eleições do ano que vem.
Entretanto, Marina Silva não se faz de rogada, porque não dá ponto sem nó. Por se comportar dessa maneira, a candidata das ONG internacionais, aliada dos fundamentalistas dos "diferentes ecossistemas", tergiversa sobre sua personalidade egocêntrica, e, ardilosamente, dissimula seu autoritarismo de caráter pentecostal, que jamais a permitiu ter uma posição efetiva sobre assuntos importantes para a sociedade, como o aborto, o casamento gay, as células-tronco embrionárias e a legalização das drogas ilícitas. Cito especificamente a maconha, assunto este muito pertinaz e que tem a atenção do ex-presidente tucano, Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I —, que está muito preocupado com os baseados fumados pela rapaziada de classe média deste País e de outros cantos do mundo.
A verdade é que não há compreensão sobre o que Marina Silva pretende, fala, propõe e muito menos o que pensa em termos de projeto para o Brasil, bem como ninguém sabe qual é o seu programa de governo. Eu não sei e duvido se o Eduardo Campos saiba. Ela nunca disse, mesmo quando foi candidata derrotada do PV, em 2010. Seus parceiros e correligionários também prognosticam e reverberam o nada com coisa alguma, mas a verdade sobre essa realidade não pode ser escondida e dissimulada por tempo indeterminado. Por isso e por causa disso, considero que a candidata biodegradável e de mente reciclável demonstra, imponentemente, a característica dos prepotentes e dos rancorosos, quando não deveria proceder assim, pois iniciou sua vida política no Partido Revolucionário Comunista (PCR), agremiação marxista que se abrigava no PT.
Depois deixou o partido, em 2008, e se aproximou da direita brasileira, sendo que hoje até o extremista de direita da UDR e dono de terras mil, deputado Ronaldo Caiado (DEM/GO), anunciou seu apoio à Marina e ao Dudu Campos, aquele que pede "respeito" em programa eleitoral, ao tempo que trai seus aliados históricos. Correligionários que, no decorrer de 11 anos, sofreram todo tipo de boicote e sabotagem das "elites" econômicas herdeiras da escravidão, que tem como seu porta-voz o poderoso sistema midiático privado controlado por meia dúzia de famílias, que, de forma arrogante, tratam o Brasil de mais de 200 milhões de habitantes, além de ser a sexta economia mundial, como o quintal de suas casas. Aliás, magnatas bilionários de imprensa que, equivocadamente, pensam que tem a importância e a influência que, na verdade, eles não têm.
Voltemos à Marina. Após ser demitida do PT (na verdade ela se antecipou à demissão) por incompetência e sabotagem ao programa de Governo do presidente Lula, a política, filha de seringueiro, que conheceu Chico Mendes, um dos ícones da esquerda, logo passou a atacar os seus companheiros de lutas, no decorrer de três décadas. Marina seguiu o exemplo de políticos que guardam rancores no freezer, como os senadores Cristovam Buarque e Pedro Simon, lideranças que envelheceram e traíram seus ideais e as ideias que não condizem com os princípios programáticos e ideológicos da esquerda, pois a origem de Simon é o trabalhismo gaúcho, esquecido lá na década de 1950, e o Cristovam, ex-governador do PT, saiu do partido e ingressou no PDT. Contudo, tal político do Distrito Federal até hoje não disse para o que veio, a não ser se aliar aos tucanos e, vergonhosamente, combater, juntamente com a direita, os governos trabalhistas de Lula e de Dilma Rousseff. Cristovam é rancoroso e está "na bronca" há quase uma década, mas foi um medíocre ministro da Educação.
Marina Silva gosta de usar termos vazios e sem fundamento ideológico, como "nova política", "acabar com o monopólio da política", "por uma política sustentável" etc etc etc. Assim não dá! Haja paciência para entender o "marinês". Ela é o FHC de saia. Quando o tucano neoliberal abre a boca é um "deus nos acuda". Não se entende nada. Marina é a emissora-mor de frases desconexas e ininteligíveis, verbalizadas com falsas conotações de intelectualidade: "Hoje todos nós sabemos que somos finitos como raça. E, além de não saber como lidar com a imprevisibilidade dos fenômenos climáticos, temos pouco tempo para aprender como fazê-lo". Ou: "Talvez o que tenhamos que aprender a fazer seja algo que tenho chamado de "aeróbica da musculatura do acerto", fortalecendo-a como a melhor forma de combater a "musculatura do erro". Oferecendo para este último o melhor dos ensinamentos do amor, que é o ato de oferecer a outra face. Para a face da prepotência, a humildade de aceitar-se também como falho. Para a face do descaso, o compromisso que cria e gera alianças. Para a face da vaidade, da voracidade pelo poder e para a autoria das coisas, o compartilhar autorias, realizações, reconhecimentos".
É uma loucura, que deixaria um dos personagens da "Escolinha do Professor Raimundo", Rolando Lero, com inveja de tanta incongruência, prolixidade e presunção, pois Marina Silva é a autêntica pseudo-intelectual, ao ponto de superar também o prefeito Odorico Paraguaçu, personagem de "O Bem Amado", que também falava muito e não dizia nada, a não ser levar confusão a quem o ouvia e, por seu turno, deixava o público coxinha de classe média com um sentimento de orgulho por acreditar que somente um grupo social "estudado" e "culto" teria a opção em votar em candidato tão "cool" ao tempo que uma "referência" político e eleitoral para aqueles que desejam se livrar de "tudo o que está aí", como afirmavam, genericamente, os coxinhas reacionários nas manifestações de junho, ao fazerem alusões "apolíticas" e "apartidárias" ao PT e ao Governo trabalhista de Dilma Rousseff.
Então, como se percebe, Marina Silva é autora de frases especialmente ininteligíveis, que se transformam em hilárias pelo ridículo. A líder das palavras incompreensíveis e que não tem programa de governo e muito menos projeto de País, a exemplo de Dudu Campos e do playboy Aécio Neves, se propõe a ser uma intelectual que poderia ser definida como "verde da vanguarda chique" e por isto tão a gosto da burguesia (ricos) e dos pequenos burgueses (classe média coxinha) que procuram, como agulha no palheiro, alguém que represente seus rancores, reacionarismos, conservadorismos, ódios e preconceitos políticos e de classe social para derrotar o PT e seus candidatos e lideranças trabalhistas e socialistas, exemplificados nas pessoas de Lula e Dilma Rousseff.
Marina, além de ser mais uma quinta-coluna das tantas que existem por aí, também se mostrou, ao longo de sua trajetória, ser um animal político que se sente muito bem em seu habitat, que é sempre estar em cima do muro. Afinal sabemos que de habitat, de ecossistemas e de biodiversidades ela entende. Marina é da floresta e por isto sabe muito bem ficar em cima do muro sem jamais cair. Ela é evangélica e defende o estudo do criacionismo (Adão e Eva) nas escolas, mesmo o estado a ser laico. Todavia, a Teoria da Evolução, de Charles Darwin, também deve fazer parte do currículo escolar. E a ambientalista soltou a seguinte pérola: "No espaço da fé, a ciência tem todo o acolhimento. Eu gostaria que a fé tivesse o mesmo acolhimento da ciência". Sem palavras. Não as tenho em números suficientes para fazer qualquer comentário sobre este profundo e sábio pensamento de Marina Silva.
A pensadora é contra as pesquisas com células-tronco embrionárias, mas é favorável à utilização de células-tronco adultas, bem como se posicionou contrária à descriminalização do aborto, mas sugeriu que se realize um plebiscito para a população decidir sobre tal assunto tabu. Marina também é contra o casamento gay. Porém, se diz a favor da união de interesse financeiro, material e patrimonial entre as pessoas do mesmo sexo. A verde é contra as drogas consideradas ilegais, mas gostaria de consultar o povo sobre o assunto. Esta é a Marina Silva, que, na verdade, não tem opinião formada sobre nada, bem como não se entende nada do que ela pensa e fala.
Acontece que muitos de seus eleitores são da classe média branca e conservadora, a de tradição familiar universitária e que controla há mais de um século os melhores empregos dos setores públicos e privados deste País e vão ficar em dúvida se apoiarão Aécio Neves ou Eduardo Campos, a ser o socialista a encabeçar a chapa, na qual Marina vai ser candidata a vice-presidente do Brasil, já que, por incompetência, não conseguiu legalizar a Rede Sustentabilidade. Agora, venhamos e convenhamos: um partido com um nome como esse realmente não poderia neste momento dar certo. Só a Marina mesmo.
Contudo, essa gente de direita sabe que Marina é negra e índia e nascida em uma comunidade pobre e extrativista no Acre, estado da região Norte e considerado pelos burguesinhos brancos e de classe média deste País, principalmente os do Sul e do Sudeste, um local atrasado, cercado por florestas, com um povo ignorante e etnicamente formado por "bugres". Região que na ótica das "elites" brasileiras somente dá trabalho e despesa e que, por seu turno, não deveria ser alvo de atenção do Governo Federal, porque para eles o Acre e toda a região Amazônica não é Miami e nem Orlando, muito menos Paris ou Londres ou Nova York. A verdade é que se os ricos brasileiros pudessem entregariam a Amazônia aos Estados Unidos e aos europeus, se eles fossem os ingleses.
Para quem pensa que o que falo é exagero, lembro que certa vez, no programa do Sérgio Groisman, da Rede Globo, a atriz Fernanda Montenegro falou alto e em bom som que o Brasil deveria se livrar do riquíssimo Estado de Goiás e concedê-lo ou doá-lo aos Estados Unidos, país que tem estados climaticamente mais secos que o formidável Estado do Centro-Oeste brasileiro, que é uma potência no que tange à agropecuária, bem como tem ecossistemas dos mais ricos e diversificados, além de estar a se industrializar, o que, sobretudo, vai fazer com que Goiás se torne um dos estados mais importantes da Federação em poucas décadas.
Para a Montenegro, o Brasil se reduz às cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, bem como os bairros do Leblon ou Ipanema, Jardins ou Morumbi, por exemplo, são seus habitats, onde os pés da artista devem caminhar, sem esquecer, evidentemente, que a famosa atriz, certamente, tem como suas "cortes" Nova York, Miami, Londres e Paris, porque referências da burguesia brasileira de pensamento, gestos e ações subservientes e colonizados. O jornalista Ancelmo Gois, colunista de O Globo e que joga no time da família Marinho, discordou de Fernanda Montenegro. O colunista demonstrou todo seu descontentamento com o pensamento da artista, que não conhece o Brasil e pensa que Goiás, um estado economicamente poderoso, dono de uma cultura ímpar e que tem um povo trabalhador e produtivo, que ama aquelas terras, não passa de uma região onde não existe ninguém. Seria cômico se não fosse trágico a ignorância da atriz, bem como o é a da "elite" brasileira preconceituosa, ignara e de passado escravocrata. As classes sociais entreguistas.
Contudo, quero dizer que considero deplorável ver o senhor Eduardo Campos e a dona Marina Silva se prestarem a um papel feio desse, a fingir que são uma terceira via, quando a verdade eles querem, a fim de ser eleitos, desconstruir e desqualificar o que até agora foi realizado pelos governos trabalhistas e conquistado pelo povo brasileiro. Quando Marina Silva se coloca como uma novidade na política e se diz ética — a ética que afrontou o TSE por querer legalizar seu partido sem as assinaturas necessárias por lei, com o apoio contumaz da imprensa golpista e de mercado, a política verde e também laranja e agora socialista de carteirinha simplesmente tergiversa e dissimula o desejo de poder e o rancor já indissociável de seu caráter e personalidade egocêntricos, que prefere não reconhecer os avanços do Brasil nos últimos anos ao afirmar, sem nenhuma convicção, que o País piorou e que nada foi construído e melhorado pelos trabalhadores brasileiros, cuja maioria preferiu eleger Lula e Dilma, além de recusar o blá, blá, blá de Marina Silva. O Brasil há 11 anos diz não à política de alienação do patrimônio público e ao entreguismo dos tucanos José Serra, Geraldo Alckmin, Aécio Neves e Fernando Henrique Cardoso, que trataram o valoroso povo brasileiro como pária e não tiveram a responsabilidade de pelo menos empregá-lo.
Os propósitos políticos de Marina são como uma colcha de retalhos e suas ideias são díspares, a verdadeira miscelânea, porque seus interlocutores e o cidadão comum que ouvem seus argumentos para governar o Brasil não os compreendem, pois seu pensamento político e ideológico e suas propostas no que concernem à economia e até mesmo à biodiversidade são quase que incompreensíveis, porque a verdade é que Marina Silva e seus escudeiros do Itaú, da Natura, da Globo e da comunidade "verde" nacional e internacional em geral não elaboraram um programa de governo, não formam uma equipe para governar, administrar e projetar um País da complexidade e do gigantismo do Brasil e muito menos tem condições de formar uma maioria no Congresso e, consequentemente, aprovar as proposições para poder governar.
Marina Silva é incompetente. Enquanto o PROS e o Solidariedade cumpriram junto ao TSE com os requisitos básicos para existirem como partidos, o Rede Sustentabilidade da ex-petista demitida pelo presidente Lula, em maio de 2008, não conseguiu listar 492 mil assinaturas de eleitores e, por conseguinte, sua criação foi rejeitada por seis votos a um, a ser o único voto favorável à Rede foi exatamente o do condestável do STF, o juiz Gilmar Mendes, a herança maldita de FHC — o Neoliberal I —, que mais uma vez em sua vida navegou contra a maré da insensatez, do que é legal e constitucional e defendeu, no pleno do TSE, que fosse permitido a criação do partido de Marina Silva, mesmo sem ser reconhecidas como legais e verídicas cerca de 95 mil assinaturas. Gilmar, novamente, fez política. A política baixa, rasteira e devotada aos interesses do partido que ele defende com unhas e dentes, o PSDB, que reiterou a nomeação de FHC — o Neoliberal I — para ser juiz do STF, um magistrado useiro e vezeiro em tentar desestabilizar os Poderes da República.
Resta-nos esperar pelo jogo de xadrez política que se apresenta para 2014. Marina já definiu sua posição ideológica, programática, partidária, e disse: "Nem oposição e nem situação; nem esquerda e nem direita". Genial, não? Contudo, todo mundo sabe — até os recém-nascidos e os mortos mais antigos — que Marina Silva se exibiu sem propostas na Rio+20, além de fazer o jogo das ONGs estrangeiras alinhadas à agricultura europeia e estadunidense para que a poderosa agricultura nacional não domine mercados específicos deste setor em âmbito internacional. Todos nós sabemos que Marina Silva compôs com os tucanos e os seus apêndices PPS e DEM para derrotar a Dilma nas eleições de 2010. Todo mundo sabe que a ex-candidata verde, por conveniência, traiu o presidente trabalhista, Lula, depois de ser ministra do Meio Ambiente por seis anos, e, mesmo assim, obter péssimos resultados em comparação com o seu sucessor, Carlos Minc.
Minc, em quase dois anos, ou seja, em um tempo muito menor à frente do MMA obteve resultados, no que tange à preservação do meio ambiente — combate às queimadas, aos madeireiros, aos caçadores e multas pesadas aos fazendeiros que não tinham autorização para desmatar, e, criminosamente, poluir ou assorear rios, lagos, córregos e nascentes — muito melhores do que os de Marina Silva, que insiste em uma retórica sem fim, cansativa, enfadonha e nenhuma praticidade como comprovou quando foi ministra. Todo mundo sabe que a Marina Silva não passa de uma quinta coluna que atrai verdes do mercado de capitais e uma classe média ressentida e envergonhada de votar na direita, que entorta o nariz, porém, mais despolitizada (muito mais) que a maioria das pessoas moradoras de comunidades carentes do Rio de Janeiro que eu conheço.
E todo mundo sabe que os quase 20 milhões de votos que a Marina teve (60%) não são dela, mas sim dos eleitores conservadores, que, evidentemente, não iriam votar em Dilma. Eles pensaram que a Marina fosse superar o Serra ou ajudá-lo a ir para o segundo turno, o que aconteceu. Mesmo assim os dois candidatos de oposição acabaram com os burros n'água, pois derrotados pela realidade das conquistas econômicas e sociais efetivadas pelo governante trabalhista do PT. Marina Silva é o que é; porque sua ideologia e seus propósitos são o que são: oportunismo político, inveja da Dilma, traição a Lula e ao PT, ou seja, rancor, muito rancor e ressentimentos congelados no freezer, tal qual, volto a lembrar, o senador Cristovão Buarque (PDT/DF), que, demitido por Lula do Ministério da Educação, saiu do PT e foi fazer oposição ao lado dos tucanos derrotados pelas urnas e pelo povo brasileiro, que sabe que gente neoliberal suga o sangue do direito à cidadania e vende o patrimônio do Brasil.
Marina Silva tem um problema muito sério e grave: o povo do Acre (seu colégio eleitoral) não vota nela. Nas eleições de 2010, ela ficou atrás do Serra e da Dilma. O povo do Acre sabe quem ela é e por isso não a "compra" e nem a "vende". Somente os burguesinhos verdes de etiqueta e butique e os reacionários de direita também "verdes" ou de outras cores, por oportunismo, votam nela. O sistema midiático neoliberal e de direita vai manipular e criticar açodadamente o governo, pois é de oposição. Contudo, não vai adiantar, porque fatos são fatos; realidades são realidades; e números e estatísticas são números e estatísticas. Não vai dar para mentir e dissimular indefinidamente, para sempre...
Os verdes e principalmente os neoverdes não têm compromisso com o povo brasileiro, com algumas exceções. Eles têm compromissos com os jabás das ONGs estrangeiras e brasileiras, que se dizem verdes e lutam para que o Brasil não se torne a maior potência agroindustrial do planeta, apesar de estar entre as três maiores, porque nós temos terra, água e sol, a base para que uma nação se torne independente e autossuficiente no que diz respeito à agricultura e à pecuária, bem como no que é relativo a outros segmentos do setor primário.
A senhora quinta coluna, Marina Silva, combateu Belo Monte e tenta atrasar o desenvolvimento da superagricultura brasileira, de forma que ela não se torne hegemônica no mundo. Mas vai ser, porque nós temos o que os outros países não têm. Volto a repetir: sol, água e chuva todo ano, além de terras imensas, agricultáveis e apropriadas ao plantio. Ainda temos a nossa Nasa, que é a Embrapa, empresa estatal de ponta, de alto rendimento, que deixa muita gente da oposição e da imprensa entreguista e subserviente com ódio ao tempo que frustradas e inconformadas.
Sorry, periferia. Marina Silva é uma tucana de bico verde como o é também o Cristóvão Buarque, que deveria sair do PDT, partido aliado do governo trabalhista em âmbito federal. Marina tem de ter o cuidado de não cair na Rede e sem base de sustentação e abraçada pela banqueira do Itaú e do empresário dono da Natura. Ela detesta o chavismo do PT e do Governo Federal, como disse recentemente. Por sua vez, Marina sabe, por ter sido ministra do Meio Ambiente, que Lula e Dilma estabeleceram limites e sempre atuaram e agiram politicamente de maneira autônoma e independente mesmo perante seus principais aliados em termos de América do Sul. Marina sabe disso. É que a política verde e também laranja quer agradar como música os ouvidos da direita. Marina, morena Marina, você se traiu... Agora, a pergunta que teima em não se calar: a quem representa, de fato, a senhora Marina Silva? É isso aí.