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Nosso objetivo não é engrandecer um homem, o Presidente Lula, mas homenagear, como brasileiro que ama esta terra e esta gente, o que este homem tem provado, em pouco tempo, depois de tanto preconceito e perseguição ideológica, do que somos capazes diante de nós mesmos, e do mundo, e que não sabíamos, e não vivíamos isto, por incompetência ou fraude de tudo e todos que nos governaram até aqui. Não engrandecemos um homem, mas o que ele pagou e tem pago, para provar do que somos.

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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Todos contra o chavismo

(Foto: Dida Sampaio/Estadão)
Como todos já devem saber, nossa guerreira itaú-guarani-kaiowá não conseguiu emplacar o sonho da terceira via, a REDE Sustentabilidade, o partido apartidário. Motivo? Um mega complô arquitetado pelos cartórios governistas em conluio com o espírito imortal de Hugo Chávez.
Foi aí então que todos saíram à caça do apoio do Itaú e dos 16% de Marina nas pesquisas de Marina e seu projeto político diferenciado . O ecológico PEN se ofereceu todo, o conservador PTB flertou, o quase-tucano PPS implorou. Mas quem acabou conquistando o coração de Marina foram os olhos verdes de Eduardo Campos do PSB. Sim, o PSB, uma legenda que leva socialismo no nome, mas que é ligada ao agrobusiness, à Família Bornhausen, ao Ronaldo Caiado, ao Heráclito Fortes e a toda uma turma do bem que vem fazendo a diferença na política nacional.
Definida a decisão do TSE, nossa guerreira passou a mão no telefone e ligou para Dudu:
Eduardo, você está preparado para ser presidente do Brasil? Eu vou ser sua vice e estou indo para o PSB - contou Marina, relatando ainda que Campos ficou mudo, mas muito eufórico.
A euforia do socialista é compreensível se levarmos em conta o esforço que tem feito para se desvincular do governo - do qual fez parte por uma década - e criar uma candidatura capaz de impedir a reeleição de Dilma.
Além dos quase 20% de intenções de voto, Campos traz pro partido toda a força política e econômica incorporada por Marina na REDE, ou seja: o Itaú, a Natura, os artistas globais, os amantes da natureza, alguns tucanos, alguns psolistas, os ursinhos carinhosos e todos os usuários da tag#AcordaBrazil.
O cenário vai ficando cada vez mais complicado para o governo que contava com a fatura liquidada no primeiro turno, como apontavam as pesquisas. Essa grande frente oposicionista, que batizei de"Frente itaú-guarani-kaiowá-naturassocialista-pentescotal dos últimos dias", tem tudo pra levar a decisão pro segundo turno.
Apesar de não cumprir regras válidas para todos os partidos, Marina, fera ferida, caiu atirando e discursou como uma clandestina política, vítima da máquina governista:
— Nós (REDE) somos o primeiro partido clandestino criado em plena democracia. (...) E o PSB é um partido sério. A minha briga, neste momento, não é para ser presidente da República, é contra o PT e o chavismo que se instalou no Brasil
Eduardo Campos instalando o chavismo no Brasil. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
O curioso é que há uma semana, Zé Serra externou a mesmíssima preocupação:
"A minha prioridade é derrotar o PT, cuja prática e projeto já comprometem o presente e ameaçam o futuro do Brasil"
Incrível como nossos oposicionistas estão afinados na reginaduartização do discurso, não? Mas o que mais me espanta em Marina é a forma corajosa com que afirma:
Marina combate o pragmatismo político levando a REDE pro colo do ex-governista PSB, um partido ligado ao agronegócio tão combatido pela turma da...REDE. Também combate o chavismo se aliando a um histórico parceiro político e econômico de...Chávez. Tá aí o Raul Jungman (PPS) que não me deixa mentir com esse tweet de 2010:
Ao insistir que a aliança não é pragmática, Marina fez muitos se lembrarem de Wanderney, o antigo personagem do Casseta e Planeta que, ao ser flagrado na sauna gay, gritava: "Eu não sou gay! Eu não sou gay! Juro que não sou!"