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Nosso objetivo não é engrandecer um homem, o Presidente Lula, mas homenagear, como brasileiro que ama esta terra e esta gente, o que este homem tem provado, em pouco tempo, depois de tanto preconceito e perseguição ideológica, do que somos capazes diante de nós mesmos, e do mundo, e que não sabíamos, e não vivíamos isto, por incompetência ou fraude de tudo e todos que nos governaram até aqui. Não engrandecemos um homem, mas o que ele pagou e tem pago, para provar do que somos.

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segunda-feira, 2 de julho de 2012


Todos os golpes se parecem


Paulo Moreira Leite, Época / Vamos Combinar

"Uma lenda piedosa sobre golpes militares diz assim: “todo mundo sabe como as rupturas começam mas não se sabe como terminam.”

Bobagem. Na América Latina, os golpes são produto da incapacidades das forças políticas conservadoras, que controlam o poder econômico e o aparelho de Estado, para oferecer respostas consistentes para a desigualdade e falta de perspectiva da maioria da população.

Incapazes de conservar o poder pelo voto, defendem suas prioridades aplicando políticas de força.

Consumada a deposição de um governo constitucional, procura-se apresentar o golpe como salvação da democracia e uma vitória contra a demagogia, a irresponsabilidade e o populismo. Alega-se que o antigo governo caiu por sua própria incompetência e não porque haviam forças dispostas a arrancá-lo do Palácio de qualquer maneira.

Com o passar do tempo, verifica-se que os compromissos democráticos eram, isso sim, pura demagogia. As ditaduras se consolidam e, com elas, vêm medidas de regressão social e o reforço dos velhos esquemas de poder.

Nos anos 60, a Casa Branca exigia que os golpes tivessem essa fachada – uma defesa da democracia – como condição para apoiá-los. Foi isso o que John Kennedy explicou a Lincoln Gordon quando o embaixador americano foi a Washington pedir apoio à conspiração que derrubou Goulart. Essa conversa ocorreu em 1962. Goulart foi derrubado em 1964. Os EUA colocaram até armas e navios a disposição dos golpistas. Mas sempre diziam que estavam agindo em nome da “democracia.”

Os golpistas nunca assumiram que haviam derrubado Goulart. Disseram que a presidência ficou vaga depois que Jango deixou o país e por isso o Congresso escolheu um presidente interino, antes que os militares resolvessem quem iria formar o novo governo.”
Artigo Completo, ::AQUI::